segunda-feira, 10 de março de 2014

Primeira experiência com o framebag

Agarrei num trapo e tentei fazer uma framebag para a bicicleta do Gugas.

Tirei as medidas e fiz um molde de cartão




Cortei 2 pedaços do tecido com o formato do molde
e uma tira de 5cm de largura com pouco mais do que o perímetro do triângulo.

Também cortei 2 pedaços de uma fita amarela para simular umas fitas de velcro para segurar a framebag ao quadro.


Comecei a cozer um dos triângulos pelo avesso à tira 




A meio cozi a fita amarela que simula o velcro. 
Dica #1: se cozermos estas fitas primeiro no local onde devem estar 
é mais fácil!

Dica #2: Cortar uns bons 10cm a mais em relação ao perímetro do triângulo à tira que vai permitir criar volume ao framebag! Não consegui fechar o triângulo...ainda bem que era um protótipo ;o)


Nos vértices há que ter cuidado para não trilhar tecido. 
Depois basta virar do avesso pela zona do fecho 
(que teria que ser cozido logo ao princípio) 



O interior do quadro da bicicleta do Gustavo é de tal maneira pequeno que não sei se vale a pena criar uma framebag. 

A ideia é utilizar ao máximo uma 
área nobre da bicicleta para carregar material. 

Nobre pois situa-se entre-eixos, 
perto do centro de gravidade e não muito elevado. 


Agora que errei no protótipo, 
estou pronto para criar um framebag para a roda 26.

sábado, 1 de março de 2014

S24O

Para quem pensava que já tinham acabado as siglas anglo-saxónicas, 
cá vai mais uma: S24O. 

Significa "Sub 24h Overnight", 
ou seja uma saída de menos de 24 horas com uma noite passada fora e o termo foi "cunhado" pelos californianos da Rivendell Bicycle Works !

É uma excelente ideia para quem tem menos tempo, para quem se quer divertir a viajar de bicla num fim-de-semana, ou ainda quem quer ganhar experiência ou testar material para uma viagem maior.

Não há nada mais revigorante do que sair num sábado, pedalar umas horas, acampar e jantar no mato. No domingo acordar no meio da natureza, desmontar campo e voltar cedo a casa.  

Aqui vão umas dicas de S24O  
pelos malucos da Voodoo

Para os que não têm horários fixos 
(ou têm uma mulher controladora):


Para o bushcrafter:



Para quem gosta de canyoning:



Para quem viva num país com comboios de jeito! :o/



Agora é só pegar na bicla e curtir!


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MYOG

Num destes fins de semana hospedei um casal warmshower muito simpático, o David e a Karen. Ele americano e ela dinamarquesa conheceram-se, casaram e agora com os filhos maiores decidiram viajar desde Lisboa a Copenhagen sem planos! 


David & Karen


Viajavam com um conceito minimalista muito aproximado do bikepacking, mas ao estilo MYOG! 

Mais uma sigla...uff! Então MYOG são as iniciais de "Make Your Own Gear" ou "Faz O Teu Próprio Material" em português. Caso utilizássemos siglas seria algo como "FoTeProMa" eheh. Ou então, desenrasca-te em casa pois é divertido e mais em conta fazeres o que precisas em vez de comprares tudo. Isso e a capacidade de personalizares o material à tua montada, ao teu tamanho e aos teus gostos (e à tua destreza).

O David até postou algumas das suas criações no fórum do Bikepacking.net que até tem uma categoria para o MYOG. (o user dele é dfoginc e têm que estar logados para verem as fotos).

Ele, por exemplo, usa 2 arnêses agarrados ao porta-bagagens e coloca uma mochila dentro de um e um saco estanque na outra. (o sistema é semelhante ao usado no freeradical da xtracycle). Cada arnês é feito de coletes reflectores cozidos à medida. E utiliza uma mala no quadro (frame-bag) feita a partir de umas calças impermeáveis! Muito bom...

O roll bag azul dentro do arnês amarelo e
 a Frame-bag feita a partir de umas calças impermeáveis? 
sweet!


Vou ali tirar as medidas do quadro das nossas bicicletas e começar a bombar na máquina da costura! ;o)

É um ótimo hobby para os meses mais chuvosos.

Eis alguns videos porreiros que estão por aí:

 
Um arnês para colocar um saco estanque no guiador


Como fazer uma frame-bag



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Rodas Novas

O Gugas tem rodas novas desde que fez 9 anitos.

Depois de 300kms pela ecovia1 e de 400kms pela costa centro do país, a Pokémon vai ter um descanso merecido até a mana mais nova pegar nela.

A pokémon versão light (sem porta-bagagens)

Aqui com carga completa

O guiador de turismo (borboleta) e o selim de pasteleira!

A nova "montada" tem roda 24, mais apta para "comer kilómetros", com quadro rebaixado em alumínio (melhor para subir para o selim).

Tem 24 mudanças, o que permite ao Gugas ultrapassar a mais íngreme das subidas com facilidade. 

(sai ao pai e não gosta das mudanças de punho ou gripshifts, 
mas é com o que vem equipada)

Os pneus são gordos e bastante cardados o que o faz curtir em BTT.

Traz suspensão dianteira, que era dispensável e permitia que a bicla fosse mais leve. 

Os travões são 5 estrelas, com manetes fáceis de operar, o que lhe permite fazer uns slides. 


Uma rockrider 5.2 junior, 
temos que lhe arranjar um nome!


As duas montadas lado a lado.

As diferentes geometrias dos quadros 
e os diferentes tamanhos de roda.



Há-de levar um selim mais confortável e guarda-lamas 
e possivelmente trocar de guiador, 
mas por enquanto quer manter o estilo BTT. 
(careta ;o)


A caminho da escola

Agora é só preparar a próxima viagem...talvez ao estilo bikepacking!


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bikepacking again

O Gugas já tem uma, 
eu ando à procura de uma BTT simples e fiável para mim.

Entretanto andamos a trabalhar nisto:






terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Rallarvegen

Rallarvegen é o nome de uma estrada de serventia à construção da ferrovia de Bergensbanen na Noruega. Quer dizer a estrada dos 'rallar', o nome dado aos trabalhadores que construíram a linha de caminho de ferro. 
Construída entre 1902 e 1904, hoje é um trilho de bicicletas (carros são interditos) mantido pelos caminhos de ferro Noruegueses (Jernbaneverket).
O trilho  vai desde Haugastøl via Finse até Myrdal station e para sul até Flåm pelo fiorde Sognefjord. (parece que estamos a ler o catálogo do IKEA ;O)


É uma rota popular para cicloturistas, especialmente nórdicos e entre Julho e Setembro calculam-se que mais de 20.000 ciclistas viajem por esta rota! É um trilho não pavimentado, sem trânsito, com vistas brutais e completamente imbuída da mais poderosa natureza. 


(o perfil altimétrico está invertido em relação ao mapa).

Curtam as fotos publicadas na net:









segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dínamo de cubo

Um sonho antigo...

Dinamo de cubo

Com controlador de picos de corrente e 
adaptador para disco de 6 parafusos


A roda antes

Desmanchadinha

Há que cortar os raios à medida e roscá-los!!

Depois raiar a roda! 
Com a ajuda Preciosa do B da CaP

TCHARAM (ainda sem disco)

O Pai Natal a verificar se o trabalho ficou bem feito!

O Drag é mínimo...a andar nem se sente!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"You've gone too far this time, sir"


Este livro li-o em versão ebook no meu Kindle. Mais um livro que nos prende e não nos larga enquanto não o lemos na integra. Devorei-o e sempre que parava de ler fica vaem "pulgas" para ter um tempinho para voltar a agarrá-lo. E este é o melhor elogio que se pode dar a um livro. 

O livro relata a viagem de Danny Bent, um professor de Geografia (um padrão engraçado pois há muitos professores a viajar. Talvez porque em Inglaterra é uma profissão não tão sujeita a concursos e colocações como cá.) inglês desde a sua terra à Índia. A viagem é feita com o intuito de angariar fundos para uma escola indiana e porque Danny prometeu aos seus alunos que iria lá pessoalmente. 

A primeira nota de interesse foi quando Danny pensou no veículo a utilizar para se deslocar até à Índia e não teve coragem de dizer aos seus alunos que iria de avião após ensinar-lhes que era o meio de transporte menos ecológico que existia! Lindo! Aliás, o título do livro é uma frase que lhe foi dita por uma aluna. É um espectáculo quando a plateia é composta por crianças!! E foi por elas que ele foi até à índia e foi por causa delas que ele não desiste da viagem enquanto está ainda na Ucrânia e perante muita poluição, razias de camiões e comportamentos violentos de Ucranianos bêbados. 

Danny não é o gajo mais certinho que existe, também não é o mais organizado nem o mais ponderado, o que para mim aumenta o interesse da história! Gosto de ver acontecer aventura (ou ler neste caso) e o Danny é perito nisso para além de ser extremamente divertido. Basta ver a capa da versão Kindle para vermos que é um gajo porreiro pá (à direita).

Gostei da aventura da primeira noite em campismo selvagem onde lutou a noite toda com sombras e com as maçãs que caiam da macieira "malvada" e que lhe pareciam pedras. Da forma como lidou com o gosto mórbido por alcóol e armas (misturadas) dos ucranianos, das suas peripécias nos "stans" e em especial no Paquistão. A forma como o atravessa, conhece um país muito diferente do que conhecemos, passa por controlos alfandegários, bloqueios de estrada, vilas sem mulheres à vista, assédio sexual por parte de homens machistas, casamentos que são autênticas multidões é no mínimo exuberante. 

Para não falar na sua travessia desse sub-continente que é a Índia. País de contrastes extremos, que vão da sobre-populada Mumbai, às praias cristalinas e techno-raves de Goa, das aldeias pobres aos cultos riquíssimos. Tudo relatado de uma forma espectacular, viciante e até inspiradora. 

Como diz na capa: "Isto acho ser o mais próximo que alguma vez vi de ter encontrado um amigo num livro!" 

Concordo. Leitura obrigatória. 5 estrelas ou mais!










segunda-feira, 21 de outubro de 2013

60º Norte

 Pesquisando sobre bikepacking é comum ver esta modalidade associada a outra, o packrafting andar de kaiak/barco insuflável carregado. 

Numa das minhas pesquisas encontrei um vídeo brutal sobre uma viagem que dois amigos (um deles é o allaistar humphrey) que decidiram percorrer as ilhas shetland em bromptons (!) desde o seu ponto mais meridional até ao ponto mais setentrional. 

A meio tiveram que colocar os seus pertences num kayak insuflável e atravessar um mar gelado e perigoso. 

As paisagens são espectaculares



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Teaser (Bike packing)


Um teaser para touring de bicicleta de aventura!

Dentro do ciclo-touring, podemos chamar de "Cicloturismo em terreno misto".

Aparentemente nos states chamam de "Rough riding" 
e na Europa "Rough stuff". 

Confesso que nunca tinha ouvido falar, apenas em Bike Packing touring

A ideia é pegar na bicla, equipá-la de forma minimalista e bater trilho com estradas pelo meio. 

Não conto fazer isso ainda com o Gustavo, mas a solo ou com amigos é algo que queria fazer a curto prazo. 

Para isso tenho que equipar-me. Se me quiserem seguir e até ajudar são bem-vindos. Para tal deixo-vos uns quantos teasers para vos aguçar o apetite:

(este caso é de Inverno...e bem rigoroso)


e outro já com calor, no paraíso do downhill de bicla, o UTAH:



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Dia 8 - Janas - Linda-a-Velha

Sexta-feira dia 6 de Setembro de 2013


Kms dia:       20,22Kms
Acumulado: 400,37Kms
Custos:        16,10€


Manhã típica de Sintra...fresca, um pouco nublada e com cheiro misto a maresia e campo! Tomámos o pequeno-almoço com os voluntários que estavam a trabalhar no Luzio. Despedimo-nos de todos e partímos. Íamos encasacados a descer para apanharmos a estrada de Nafarros. Passado um quarto de hora estávamos a parar para tirar os casacos! Uff. O tempo mudou radicalmente...já víamos o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros lá no cimo e as chaminés do palácio da vila um pouco mais abaixo. 
Aliás, parámos num cafézinho com uma esplanada virada para este cenário! Muito porreiro.
Não tarda estávamos na Várzea de Sintra e a subir para a vila. Fomos à estação comprar os bilhetes e ver os horários. Como era dia de semana não havia crise. 
Fizémos a volta do duche pois a ideia era usufruir de Sintra como viajantes.

Fresquinho logo de manhãzinha

Sabedoria popular...vai passar a ser o mote das nossas viagens!

A vista do café

Estava com traça o puto!

Na volta do duche

No museu do Brinquedo


O Gugas foi visitar o museu do brinquedo e voltou de lá cheio de fotografias para mostrar à mana. Ficámos a ouvir um grupo de putos que tocavam bem, com guitarras e uma bateria! 

Fomos para a rua da periquita ver o espectáculo de um homem estátua e quando estávamos para partir para almoçar encontrámos de novo a Patti e o Gary. Tinham chegado e agora só tinham avião em Lisboa na próxima quinta-feira. Em Santiago de Compostela tinham arranjado um contacto de uma loja de bicicletas aqui em Sintra que lhes ia fazer uma revisão das biclas e empacotá-las para levarem-nas para o Perú. Como precisavam de ajuda combinámos ir ao Turismo sacar alguma da informação da loja e de estadia e depois íamos almoçar (tinha que lhes sacar alguma informação ehehe). 

Foi o que fizémos. Eu e a Patti comemos uma sopa alentejana e o Gugas e o Gary um hamburguer. Ela ficou encantada com a simplicidade e gosto da sopa. 

Lá encontrámos a loja (era em Odrinhas), liguei para o número que tinham e tratei de tudo. Por vezes a ajuda de um local é prodigiosa...a quantidade de stresses que se têm de tratar sem falar a mesma língua ou conhecer os hábitos locais, sem existir cabines telefónicas!!

Lá nos despedímos e nós fomos para a biblioteca municipal fazer tempo. Aconteceu tudo tão rápido que nem tirámos uma foto. O Gugas foi jogar uns jogos na net e eu fiquei a ler na esplanada. 

One man show

Estacionar os nossos veículos mesmo no centro é luxo!

A vista da biblioteca

Pedímos à senhora dos gelados da estação que nos tirasse uma foto. 
As outras três têm o dedo à frente! :oP

Nos urbanos da linha de Sintra. 
A anos luz à frente dos da linha de Cascais!

CHEGADA!


Apanhámos o comboio para a Amadora onde sabemos existirem rampas, seguimos até à Reboleira, atravessámos a serra de Carnaxide e descemos até Linda-a-Velha. Chegámos a casa com 400 kms certos, pois aproveitei para fazer um pequeno desvio para que as contas batessem certo ;o) e estava a ver que ainda tinha que subir a rua e voltar a descer para o número ficar redondo! eheh

Chegando a casa cedo, não estava ninguém então lanchámos, tomámos banho e fomos matar saudades do sofá e da TV!

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Dia 7                                                                                          Intro