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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Voltinha ao Cabo Espichel em família (carnaval 2015) - Preparação e dia 1

Por falar em planos furados e em mudanças de planos, começo por dizer que havia um plano já antigo: 

dar uma volta pela península de Setúbal de bicicleta em família. 

Já tínhamos tirado férias para o fazer em 2014, mas a Cris partiu o pé um mês antes. Tivémos que alterar planos e adiar o passeio. Entretanto falámos com uns amigos que também queriam experimentar viajar e acampar em família e ficámos de marcar algo quando a Cris se sentisse bem do seu pé. 

Este carnaval não tinhamos nada planeado e possivelmente iríamos até à terra descansar um pouco. O Gugas tinha um acampamento dos escuteiros o que nos cortava uns dias, mas era o plano. 

De repente, uns dias antes lembrei-me que os nossos amigos agricultores da PROVE estavam sempre a dizer que havíamos de ir à sua quinta, para vermos de onde vêm os maravilhosos legumes dos cabazes. Fez-me um clic. Como o tempo se afigurava relativamente bom, perguntei se podíamos montar tenda na quinta durante as férias do Carnaval e até ajudávamos na colheita e no "encabazamento"!! 




A resposta foi automática e o único problema é que o Telmo e a Sónia não podiam lá estar para nos receber, apenas a Suzy, o Nuno e o resto da troupe, mas iam estar super-atarefados com os cabazes que não nos podiam dar muita atenção!! 

Ficou a promessa de lá voltarmos noutro dia e com o resto da vizinhança! 

PROMETIDO!

Mas então só faltava propor ao resto da família!

Viajar em família é diferente, completamente diferente do que viajar sozinho ou apenas com o Gugas. Ainda por cima seria a primeira viagem e algo que não corra menos bem pode ser traumático e fazer com que futuras viagens fiquem comprometidas, mas estava confiante e resultado final veio comprovar a minha confiança.

A proposta foi bem aceite e logo nos pusémos a preparar o material. 

Mentira ;) 

a vida continuou, o Gugas estava em plena época de testes, tinha um acampamento pela frente e nós outros compromissos. Mas no fim-de-semana antes do carnaval, já com o Gugas a acampar, verificámos as bicicletas, colocámos alforges e sacos estanques em cima da cama e começámos a preparar o material.


O material em cima da cama

Apesar do bom tempo, não nos podemos esquecer que estamos ainda no Inverno. As previsões davam mínimas de 5º e máximas de 15º para o Meco. Ia estar nublado para segunda, solarengo mas muito ventoso para Terça e menos ventoso mas igualmente solarengo para Quarta. 

Roupa, roupa e mais roupa. Depois os sacos-cama e matelás (colchonetes). Eu já tenho um saco-cama e um matelá relativamente pequenos, mas o resto da família tem ainda material muuuito volumoso. E para somar ao volume, umas mantas pois as meninas são friorentas! 

A tenda é familiar, uma T3, que apesar de pesar "apenas" 3 Kgs é grande!

A somar a isto tudo temos a cozinha: gostamos de ir autónomos, por isso temos que contar com material para cozinhar e comer para 4 pessoas! Para além de tudo o que vem atrás disto: bacia, detergente e esfregão para lavar, bidon de 5l para guardar água, etc. etc. 

A decisão óbvia foi levar o atrelado: um burley nomad.


O atrelado na sala já com o material volumoso

Assim o material mais volumoso (tenda, matelas, cozinha, bidon, cadeiras) foi no atrelado, enquanto que a roupa e comida foi comigo na xtracycle (para além da Mariana) e tanto o Gugas como a Cris levavam os 4 saco-camas, 2 em cada um nos seus alforges.

E assim fomos!

Á saída de casa...a foto que foi postada no Facebook


Disse lá em casa que queria apanhar o barco das 9h da manhã! Era bluff pois se apanhássemos o das 10h já era bem bom! ;) 

Mesmo com as biclas e atrelado já totalmente carregados, a tarefa de acordar, vestir, comer toda a gente lá de casa nunca demora menos que 1 hora! 

Mas eram 9h00 quando tirámos a foto da partida.


9:00m e 0 Kms


Uma corrente fora da cremalheira, uma mala a roçar o pneu, tudo resolvido e siga para Belém às 9h15m!!

O percurso da DocaPesca

Descemos a Junça, atravessámos a estação de comboio para Algés e fomos pela ciclocoisa de Belém até à estação! Chegámos pelas 9h40m, com bastante tempo para comprar bilhetes (1,12€ cada com zapping).

Já no cais de embarque

Primeira grande diferença em relação às viagens com o Gugas: ele vai logo brincar com a irmã, em vez de me estar sempre a solicitar. Assim fico com mais tempo para estar com a Cris! ;)


A espera em Belém

Travessia do Tejo realizada sem stress...as únicas viaturas a bordo eram as nossas!

Do outro lado apanhámos a ciclovia da Costa. Com troços a servirem de estacionamento de barcos de pesca :( lá seguimos caminho. Numa pequena subida grito para que todos ganhem balanço e sem me lembrar que tinha o atrelado comigo fiz uma razia a um lancil. A roda do atrelado tocou no lancil e zás, o desgraçado virou-se! MAÇARICO!

O que vale é que o material é bom e a velocidade não era muita! Lá o endireitámos e seguimos caminho.

A pedalar com estilo pela Costa da Caparica

Num instante chegámos à Costa da Caparica, com o seu mercado vibrante e parámos para beber um cafézito e esticar as pernas. (isto tem de ser assim, muitas paragens e apreciar todas as coisas boas pelo caminho).

Preparei-os para a estrada das praias da Costa...uma estrada em mau estado, com algum trânsito (de semana e Inverno, era menos mal) e com uma subida digna de registo no fim. 

Lá seguimos, sempre em filinha e sem stress. Na subida desmontámos e fomos a empurrar as burras, devagarinho. No topo apreciámos a vista! 

Seguimos pelos caminhos florestais da mata dos medos. Foi excelente a reacção dos putos e da Cris em relação ao silêncio!! O barulho dos automóveis é uma poluição sorrateira...é um barulho chato, de fundo, tipo exaustor da cozinha que quando é desligado é um alívio tremendo. 

Pedalar numa estrada só para nós, rodeados de mata, ao som dos passarinhos...foi espectacular!

Passámos pela Bateria da Raposa, onde o Gugas já tinha acampado com os escuteiros. Seguimos sempre para sul pela estrada até ao quartel da GNR da Fonte da Telha e daí até ao quartel da base da NATO da Apostiça. 

É o fim da estrada. Vamos em hp (hors piste) até à entrada da Herdade da Apostiça. 

Parámos para almoçar por volta das 12h30m: esticámos a esteira, montámos as cadeirinhas e "sacámos" das sandochas, fruta e sumos!


Almoçar e brincar nas areias da Apostiça


Enquanto isso os miúdos "sacavam" dos brinquedos e punham-se a brincar na areia. O nublado tinha sido substituído por um sol radioso!! 

Se por um lado permitia tirar o corta-vento, por outro é preferível um certo fresquinho do que um calor abrasador em viagem.

O ritmo tinha sido agradável. O suficiente para não "molengarmos" e também não ficarem com as pernas doridas. 

Agora íamos atravessar parte da Herdade da Apostiça: alguma areia em pinhal, com cerca de 6kms de extensão até à N377, perto da ponte sobre a ribeira da Apostiça. 

Isto porque temos que contornar a Lagoa de Albufeira (verdadeiramente uma Laguna, pois a barra é aberta periodicamente pelo homem desde o séc. XV)

A entrada na Herdade é feita com muita areia, como era a descer todos os santos ajudaram. Já na Herdade há que passar uma pequena vedação para irmos pelos trilhos mais simpáticos e não percorridos pelos veículos TT. Abrimos passagem e voltámos a fechar. 

Os trilhos eram espectaculares...areia rija, com muita caruma e alguma vegetação rasteira que não permitia que a bicicleta se enterrasse. Com altos e baixos, muita sombra e o tal do silêncio bom! Do nosso lado direito uma duna gigantesca que nos protegia da maresia. 

Passado um pouco, o trilho acabava todo "trocidado" por rastos de máquinas que andaram por lá no abate de pinheiros, empilhados em montes também gigantescos. Sem árvores, o calor fazia-se sentir intercalado com algum vento já mais forte. Os trilhos tinham um ar desértico, e haviam mais subidas/descidas. 


Pedalando no KKH..ehr Apostiça! ;)

Não tarda estávamos perto de edifícios de arrumos da guarda florestal da Herdade da Apostiça. Descansámos numa sombra onde os meninos andaram a apanhar flores para o caderno de campo. 

A N377 ia ser um desafio. Se por um lado não tinha grande trânsito, para sul é ligeiramente a subir, com bastantes curvas....e as pernas da Cris já tinham 25Kms em cima. Colocada a possibilidade de virar para a Lagoa de Albufeira e fazer parte do percurso com menos trânsito mas em vias não alcotroadas, a opinião foi unânime: vamos em alcatrão já para Alfarim!

Ok! Fomos pela N377 e às 15h30m estávamos num café em Alfarim a lanchar à grande!

A lanchar em Alfarim...
onde quer que parássemos o estacionamento era nosso! ;)

Daqui a ideia era ir até à Aldeia do Meco e depois seguir em direcção à praia da foz...pela mata. 

Da praia da foz, o mapa indica uma subida até a um marco geodésico (com uma cache) em poucos metros....significa subida bastante declivosa!

Lá seguimos e pelo caminho encontrámos o Nuno da Prove que nos confirmou estarmos no caminho certo e que estaria por lá para nos receber e um amigo, o Rodolfo que vive aqui perto e que estava a passear de mota pela mata. Em conversa apercebemo-nos que conhece os nossos anfitriões!! O mundo é minúsculo.

A subida após a praia da foz confirmou-se ser declivosa e a Mariana saiu da bicicleta para empurrar o atrelado! Todos ajudam!

No marco geodésico aproveitámos para assinar a cache e trocar um brinquedo por outro. 
A cachar perto da quintinha


Uns metros mais à frente estávamos na quintinha e a montar a tenda por baixo de um telheiro.

Passado menos de 1 hora estava a ficar escuro, levantava-se um vento forte de Noroeste, mas nós estávamos na tenda, com banho (de gato) tomado e prestes a jantar. 

Menu: Couscous com atum para os pais e Noodles com atum para os meninos! 

Serão na tenda, com joguinhos, conversetas e muita risada. Ás 20h00m já os meninos ressonavam! 

Nós também não demorámos muito mais a cair no saco-cama!

Os 42Kms do 1º dia.



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

xtracycle camping em família

Nestas mini-férias do Carnaval vai haver um xtracycle camping em família. Tipo este filme (excepto a parte de pedalar na ponte, que na Golden Gate de S. Francisco é possível, na 25 de Abril [ainda] não é ;)



Vai ser um teste e quero num futuro próximo levar outras famílias (com e sem xtracycle) numa mini-aventura destas! ;)

Fiquem atentos que vou tentar fazer uma mini-reportagem com filme depois!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Inglaterra - Nova Zelândia

Não, não é um jogo de rugby, mas sim uma viagem. Uma das milhares que vários ciclistas fazem anualmente

Está dividida em episódios por trechos de percurso. 
Curtam e inspirem-se.

Europa

Turquia

Irão e os "estões"

Um dia na vida nómada (já aqui postado)


China


Sudoeste Asiático

Ups...ficaram-se por Bangkok! ;)

Cá fica um hypertimelapse com alto som dos 365 dias de viagem deste casal!


1 ano num minuto!

Mais info aqui e muitas fotos aqui


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cool

E quando encontras um email antigo por ler e é um post de alguém que te encontrou na estrada há quase um ano e escreveu algo sobre ti 
(e o teu filho)? 

Priceless


O post aqui

terça-feira, 20 de maio de 2014

RTW - 'round the world

Hoje é o dia da partida do Hernani

No perfil de FB da "Alma Lusa - pelo mundo fora", 
o nome do seu projeto está por lá esta foto da partida em Guimarães.

Pronto para partir...

O Hernani passou pelo "choque" de largar tudo, comprimir a sua vida numa bicicleta com alforges. A sensação de pânico que esmaga de dentro para fora. A saída da zona de conforto para o desconhecido! Um ataque de ansiedade pelo que o espera!

É o BANG da libertação, O GRITO DO IPIRANGA!

Sair do estrado que pensamos ser a nossa vida, para um mar de incertezas

Estou com uma inveja (positiva) dele, do seu projeto, da sua viagem. 
Desejo-lhe tudo de bom, que tenha a melhor experiência de vida (que será concerteza).


Um exemplo de outro que largou tudo para dar a volta ao mundo de bicicleta:



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pedalar devagar

..é o nome de um livro que tinha emprestado a uns amigos há tempos. 
Numa recente visita trouxe-o para casa e estou a rele-lo!

A capa

É a história de um casal luso-suíço que se propõe a viajar pela Ásia durante 4 anos de bicicleta!! A narrativa vai alternando: 1 capítulo é narrado pela Valérie, outro pelo João, mas sempre com sequência temporal e espacial. Original no mínimo. 

O que dizer deste livro: confesso que podiam ser mais cuidadosos com o detalhe. Por vezes parece estarmos a ler um telegrama, mas a aventura é tão espectacular, tão imensa, tão TÃO, que se perdoa. Desde o desviador que se parte no meio da terra de ninguém, ao frio que apanham no norte da China, ao percurso pela estrada proibida até ao Nepal, ao desencontro causado por um desentendimento até à mudança de câmara de ar na rua com direito a plateia, o atravessar a Rússia com apenas um visto para S. Petersburgo, desmascararem um "mexilhão" de câmara fotográfica na Índia, isto tudo é imperdível. (Mais uma razão para a minha crítica...com mais detalhe e enquadramento mais tempo ficaria imerso na aventura).

O João e a Valérie apostam no "old is cool", em usar material simples e prático, menos susceptível a causar impacto e vão-se safando com muita interação com os locais, vivendo ao máximo o que uma viagem tem a oferecer. 

Outro "must" para as leituras de viagem!


quarta-feira, 23 de abril de 2014

The road to London - 1930

Uma proposta para leitura para a próxima viagem (ou quando estiverem a prepará-la):

The road to London by Eric Attwell

A travessia de África de bicicleta (com 3 mudanças) em 1930!! No mínimo WOW, se não mesmo KAWABONGA! 

"Today's generation of cycle travelers are equipped with sophisticated machines (...) They are often connected to their own world by mobile phones, email and tarmac (...) Where once long-distance cyclists experienced the world, they now record it. Where once they received, they transmit. Have we lost something in the way?"

Generation gaps à parte, não é fácil imaginar ciclistas de longa distância em 1930, com equipamento igual ao do dia-a-dia a atravessar uma África imperial, sem estradas, nem guias (os mapas estavam a ser feitos "as they went by" basicamente).

É engraçado de ler como não estavam minimamente preparados ficando todos doridos, queimados do sol e picados pelos mosquitos apenas alguns kilómetros após sairem de Port Elizabeth. Como não tiveram lá muitos furos, mas tiveram que substituir mais raios do que os que conseguiram contar. Como as mudanças não lhes serviam de nada nas subidas e que por isso gastaram mais solas dos sapatos do que as que pensavam ao empurrar as biclas. E também, o que quem viaja (especialmente de bicicleta) já sabe: a bondade dos estranhos, que é a única coisa que não podemos "carregar" mas que nos oferecem a cada esquina.

E no fim, após 22 meses e alguns dias, fizeram 11000 kms e gastaram 160£... incluindo a compra das bicicletas. Foram recebidos friamente em Inglaterra, onde ficaram a trabalhar para pagar a viagem de volta. 

Uma viagem de uma vida concerteza e que nós temos a sorte de a viver lendo as folhas deste livro! (os que conseguirem pagar o valor elevado das poucas cópias existentes...)

Aqui encontram o resumo do livro em inglês e a página do livro na goodreads.




terça-feira, 22 de abril de 2014

Material de viagem - Kit cozinha

Se há "kit" importante numa viagem de bicicleta em autonomia é o "kit da cozinha"! E não é à toa, afinal a comida é o nosso combustível! Para além disso, eu também gosto de cozinhar e por isso tento compor um kit para poder dar asas à minha imaginação e fazer algo apelativo e nutritivo.  

Em modo "cicloturismo" tenho um saco (é uma mala de depósito de mota) no rack traseiro onde carrego a cozinha e a comida que vou comprando pelo caminho (é extensível). 

O kit devidamente empacotado.

E PUFF cá fora que nem o Sport Billy

A cozinhar o jantar num bivaque com o Gugas em 2012

Este kit já o tenho há quase 20 anos, com uma ou outra variante e produto mais recente. Usava-o com frequência em viagens de mota, em férias de campismo e até caminhadas, alterando o conteúdo consoante a utilização. Este que vos mostro utilizei-o em viagens com o Gugas e contém:

- bilha cv470
- isqueiro e fósforos
- uma mini-tábua que dá jeito para cortar legumes e estabilizar o fogão ;o)
- 2 canivetes/talheres (old's cool)
- uma faca com protecção de lâmina
- marmita quechua que uso para panela (antes era uma marmita destas que ainda a tenho) com pega plástica (tipo alicate)
- 2 tigelas orikaso que para quem gosta de origami é um consolo. (a capa serve de base).
- 1 mini cafeteira italiana
- pequenos tupperwares com temperos (sal, oregãos, erves de provence, pimentão doce, etc.)
- 1 garrafinha com azeite
- pano da loiça
- mini colher de pau
- 2 copos inox
- kit lava loiças (esfregão e lava loiças biodegradável)
- comida


Este kit é volumoso, e cada vez é mais difícil de arranjar cartuchos de gaz (para além de que nunca gostei de carregar gaz, apesar de nunca ter tido azar).

uns anos para cá conheci os fogões a alcoól, e desde aí prefiro carregar combustível líquido, mais acessível e menos perigoso. Especialmente em caminhadas, onde o volume e peso nota-se mais.

Como em modo bikepacking também valorizo tanto o menor peso como o menor volume uso um kit de cozinha bem diferente e idêntico ao utilizado em caminhadas (é um kit diy que é barato de replicar).

TCHARAM...that's it!

Depois de aberto....puff

Sejamos justos, este kit é apenas para 1 pessoa e serve essencialmente para ferver água. E ainda tenho outro mais pequeno, para voltas também elas mais pequenas, mas foquemo-nos neste:

Dentro do saco da minha múmia (que vai dentro do saco-cama) tenho:

- escorredor de talheres IKEA transformado num hobo stove e/ou protecção para o vento.
- 1 caneca do chinês (daqueles com um recipiente perfurado em cima)
- 1 fogão trangia
- 1 canivete/talheres
- 1 pano loiça
- 2 estacas (servem para elevar o trangia ou servir de grelha caso use madeira)
- 1 esfregão com detergente envolto num saco plástico

Este kit é muito barato e fácil de fazer. O trangia pode ser substituído por um fogão feito de lata, ficando ainda mais barato. O álcool transporto numa garrafa de plástico à parte, mas já pensei transportá-lo numa garrafinha metálica do whiskey dentro do hobo stove ;o) 

O fogão em plena utilização:

O fogão já com o álcool a queimar lá dentro 
(a chama é quase invisível)

Visto de lado, pela abertura para a lenha, 
o pote com água em cima das 2 estacas.

A água ferveu em 4 minutos, depois juntei o "mix" feito em casa 
de aveia, coco ralado, leite em pó, açucar e canela.

Deixar cozer um pouco a aveia

Pela entrada da lenha coloco a tampa para apagar a chama

Decido juntar café em pó

na na na

tcharam

Sabe bem! 

O trangia arrefece rapidamente e é nessa altura 
que coloco a tampa com o-ring para conservar o álcool que sobrou.

saco do esfregão embebido em detergente

Depois de lavado é arrumar tudo no sítio

Acho que vou substituir as estacas por raios! ;o)


Boas cozinhadelas!


segunda-feira, 21 de abril de 2014

"Montejunto bikepacking adventure" em fotos

No "quim" para sair de Lisboa

Primeiros trilhos 

e primeiros lamaçais

Montejunto ao longe...

As chuvas dão nisto...

campos verdejantes!!

Espero que as máquinas de lavar roupa não dêem cabo destes oásis...

Valorizo sempre a sesta!


Papas de aveia com café! Para acordar!

Estava muito nevoeiro domingo de manhã

e tive companhia para o pequeno-almoço


 
Passagem estreita

Aproveitei para fazer umas 2caches"

Almoço

Nhami...

Já de volta, uma estirada de alcatrão

No mesmo "quim", já de volta...


165Kms, 1500m de acumulado
tudo a uns 60kms de Lisboa.