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terça-feira, 22 de abril de 2014

Material de viagem - Kit cozinha

Se há "kit" importante numa viagem de bicicleta em autonomia é o "kit da cozinha"! E não é à toa, afinal a comida é o nosso combustível! Para além disso, eu também gosto de cozinhar e por isso tento compor um kit para poder dar asas à minha imaginação e fazer algo apelativo e nutritivo.  

Em modo "cicloturismo" tenho um saco (é uma mala de depósito de mota) no rack traseiro onde carrego a cozinha e a comida que vou comprando pelo caminho (é extensível). 

O kit devidamente empacotado.

E PUFF cá fora que nem o Sport Billy

A cozinhar o jantar num bivaque com o Gugas em 2012

Este kit já o tenho há quase 20 anos, com uma ou outra variante e produto mais recente. Usava-o com frequência em viagens de mota, em férias de campismo e até caminhadas, alterando o conteúdo consoante a utilização. Este que vos mostro utilizei-o em viagens com o Gugas e contém:

- bilha cv470
- isqueiro e fósforos
- uma mini-tábua que dá jeito para cortar legumes e estabilizar o fogão ;o)
- 2 canivetes/talheres (old's cool)
- uma faca com protecção de lâmina
- marmita quechua que uso para panela (antes era uma marmita destas que ainda a tenho) com pega plástica (tipo alicate)
- 2 tigelas orikaso que para quem gosta de origami é um consolo. (a capa serve de base).
- 1 mini cafeteira italiana
- pequenos tupperwares com temperos (sal, oregãos, erves de provence, pimentão doce, etc.)
- 1 garrafinha com azeite
- pano da loiça
- mini colher de pau
- 2 copos inox
- kit lava loiças (esfregão e lava loiças biodegradável)
- comida


Este kit é volumoso, e cada vez é mais difícil de arranjar cartuchos de gaz (para além de que nunca gostei de carregar gaz, apesar de nunca ter tido azar).

uns anos para cá conheci os fogões a alcoól, e desde aí prefiro carregar combustível líquido, mais acessível e menos perigoso. Especialmente em caminhadas, onde o volume e peso nota-se mais.

Como em modo bikepacking também valorizo tanto o menor peso como o menor volume uso um kit de cozinha bem diferente e idêntico ao utilizado em caminhadas (é um kit diy que é barato de replicar).

TCHARAM...that's it!

Depois de aberto....puff

Sejamos justos, este kit é apenas para 1 pessoa e serve essencialmente para ferver água. E ainda tenho outro mais pequeno, para voltas também elas mais pequenas, mas foquemo-nos neste:

Dentro do saco da minha múmia (que vai dentro do saco-cama) tenho:

- escorredor de talheres IKEA transformado num hobo stove e/ou protecção para o vento.
- 1 caneca do chinês (daqueles com um recipiente perfurado em cima)
- 1 fogão trangia
- 1 canivete/talheres
- 1 pano loiça
- 2 estacas (servem para elevar o trangia ou servir de grelha caso use madeira)
- 1 esfregão com detergente envolto num saco plástico

Este kit é muito barato e fácil de fazer. O trangia pode ser substituído por um fogão feito de lata, ficando ainda mais barato. O álcool transporto numa garrafa de plástico à parte, mas já pensei transportá-lo numa garrafinha metálica do whiskey dentro do hobo stove ;o) 

O fogão em plena utilização:

O fogão já com o álcool a queimar lá dentro 
(a chama é quase invisível)

Visto de lado, pela abertura para a lenha, 
o pote com água em cima das 2 estacas.

A água ferveu em 4 minutos, depois juntei o "mix" feito em casa 
de aveia, coco ralado, leite em pó, açucar e canela.

Deixar cozer um pouco a aveia

Pela entrada da lenha coloco a tampa para apagar a chama

Decido juntar café em pó

na na na

tcharam

Sabe bem! 

O trangia arrefece rapidamente e é nessa altura 
que coloco a tampa com o-ring para conservar o álcool que sobrou.

saco do esfregão embebido em detergente

Depois de lavado é arrumar tudo no sítio

Acho que vou substituir as estacas por raios! ;o)


Boas cozinhadelas!


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Levar a carga em Bikepacking

Depois de "empacotar" tudo, há que arranjar maneira de transportar a carga na bicicleta.

Relembro de que vou fazer cicloturismo em todo o terreno (estrada e mato), ou seja Bikepacking pelo que não vou optar pela opção mais comum do cicloturismo (alforges laterais).

Não que fosse impossível, ou que não "aguentassem", mas é um sistema mais apto a falhas: ligações em metal são mais frágeis em caso de muita vibração, em sigle-tracks é preferível ter o material mais próximo ao quadro, e por fim: quanto mais espaço tens, mais carga levas ;o) é lei!! eheh

Fui espreitar quem faz disto à mais tempo e é consensual o transporte do material mais à frente do que atrás (já há muito tempo atrás se fazia o mesmo).

E usam garfo rígido, compensando o amortecimento 
com rodas mais grossas e até poupam no desviador dianteiro!!

Tentei prender os sacos tanto no guiador como no banco. 

Ligação apenas com cintas...trilhava-me demasiado os cabos.


Lembrei-me de colocar o suporte da mala do guiador para afastar a mala.
Aproveitei para colocar uma cinta grossa a reforçar.

Ainda me lembrei de por uns "cornos" para segurar o saco mais longe.
Atrás ainda deu mais luta...sem apoios correctos o saco baila muito.
Tive que repensar a coisa. 
Lembrei-me de criar um harnês para o saco à frente.
A versão dinheiro na mão!

E seguindo a minha pirâmide do consumo ;o) 


favoreço a reutilização de material que tenho:

Neste caso, uma mala para portátil que se rasgou.

Esta veio do Freecycle...

Cortei o apoio das costas.

Não é igualzinho ao harnês profissional? ;o)

Preso no suporte da mala do guiador!

Ainda ponderei prender com um suporte metálico...
...mas fiquei-me pelas cintas.

Tcharam!!

 Acabei por inverter o harnês!

Perguntaram-me se tinha comprado o suporte do LIDL...acho que é um elogio! ;o)

Para trás, lembrei-me de colocar um suporte para carga, daqueles que se prendem ao espigão! Mas como tinha uma cadeira de criança que já não utilizo, coloquei apenas o suporte para segurar o saco traseiro:



Eis o rack traseiro! Está feito para levar até 22Kgs por isso estou na boa.

E prende no quadro, em vez do espigão do selim. 
Inverti-o para poder caber o framebag.

É um pouco pesado, cerca de 1,4Kgs, mas robusto. 

Eis o setup final que foi para um teste de fim-de-semana:

À saída de casa.

Á frente leva o saco-estanque preso no harnês, a bolsa azul a prender de lado e a fita grossa a envolver tudo! No guiador levo o GPS. As gaiolas para as garrafas de água estão presas à suspensão e aguentam muita porrada nos trilhos. 

Tenho o framebag que quando enche não chega a tocar com a lateral no tubo do quadro (é estreita a perna do impermeável). A bomba de ar vai presa nos seus velcros. 

No espigão vai presa uma bolsa com uma câmara de ar extra e uma garrafita com alcool para o fogão. O saco estanque maior vai no rack e também preso ao espigão (e bem apertado para não roçar nas pernas). Em cima vai o kit de ferramentas. 

Nas costas levo uma pequena mochila com kit 1º socorros e kit sobrevivência, bem leve pois não gosto de levar nada a pesar nos ombros.

O teste de 165Kms, com 1500m de acumulado com 40% estrada e 60% trilhos, mostrou que há pouco a mudar no setup. Mas há espaço sobre o tubo central que pode ser aproveitado ;o) 

Preciso também de substituir o saco-cama que é demasiado volumoso e pesado para além de já não oferecer muita eficácia térmica. 

O pano tenda (tarp) pode ser menor (tlvz um poncho) e preciso de uns punhos mais confortáveis e com pequenos "cornos". 

Na vinda, ainda no comboio!!

Foi um fim-de-semana espectacular...fica para a próxima.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Material transportado em Bikepacking

Tentei colocar o material necessário para viajar de bicicleta em autonomia em todo o terreno (bikepacking) em 2 sacos estanques que tenho:

O da esquerda deve ter 15l, o da direita é claramente enorme. 
Mas é o que há!

Para levar isto tudo:


tcharam...pronto para a doidêra de 1 noite ou 10 noites de pedalada!

Lá tiveram que caber:

Tudo empacotado e pronto para colocar na bicla


Como a maior parte do material que tenho é old school (old is cool) o conjunto é volumoso e pesa um pouco mais que 10Kgs.

Com dividi isto?

No saco mais pequeno coloquei o saco-cama (antigo e muito volumoso), uma múmia de algodão, gorro e luvas e o kit higiene.


No maior coloquei a roupa (muito volumosa e pesada), o hammock e o tarp e o kit cozinha.   

A comida levei à parte, mas a meio coloquei-o no frame bag.

O desafio seguinte era: como colocar isto na bicla sem porta-bagagens?



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Frame bag

Lembram-se desta primeira tentativa de fazer uma mala de quadro?

Fiz um furo nas calças da chuva que uso normalmente 
e lembrei-me de as reutilizar!

As calças antes da operação

Aplicar o molde de forma a aproveitar o fecho e o reflector


O material impermeável de que é feita a calça é escorregadio. Os "dentes" que puxam o tecido não o faziam como deve ser. A direito ainda vá, agora nas curvas era mesmo difícil. Passei a "batata" à minha tia que tem mãos de fada na costura!

Resultado:

Uma perna para mim, a outra para o Gugas!

O fecho com aba para evitar que entre água

Já montado na bicla e com material dentro.

Do outro lado!

Não pus velcro na parte de baixo, a pensar em usar parafusos nos suportes dos bidons de água. 

Não sei se é boa ideia, pois pode rasgar. 

Num primeiro teste de BTT com comida no frame bag o saco não "vacilou". 



segunda-feira, 10 de março de 2014

Primeira experiência com o framebag

Agarrei num trapo e tentei fazer uma framebag para a bicicleta do Gugas.

Tirei as medidas e fiz um molde de cartão




Cortei 2 pedaços do tecido com o formato do molde
e uma tira de 5cm de largura com pouco mais do que o perímetro do triângulo.

Também cortei 2 pedaços de uma fita amarela para simular umas fitas de velcro para segurar a framebag ao quadro.


Comecei a cozer um dos triângulos pelo avesso à tira 




A meio cozi a fita amarela que simula o velcro. 
Dica #1: se cozermos estas fitas primeiro no local onde devem estar 
é mais fácil!

Dica #2: Cortar uns bons 10cm a mais em relação ao perímetro do triângulo à tira que vai permitir criar volume ao framebag! Não consegui fechar o triângulo...ainda bem que era um protótipo ;o)


Nos vértices há que ter cuidado para não trilhar tecido. 
Depois basta virar do avesso pela zona do fecho 
(que teria que ser cozido logo ao princípio) 



O interior do quadro da bicicleta do Gustavo é de tal maneira pequeno que não sei se vale a pena criar uma framebag. 

A ideia é utilizar ao máximo uma 
área nobre da bicicleta para carregar material. 

Nobre pois situa-se entre-eixos, 
perto do centro de gravidade e não muito elevado. 


Agora que errei no protótipo, 
estou pronto para criar um framebag para a roda 26.