quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desculpa...

São muitos os que escolhem um mote, uma razão, uma desculpa para partirem e viajarem pelo mundo (de bicla neste caso).

Há quem vá à procura de uma explicação para os relacionamentos:

London to Cape Town: The Bumpy Ride to Love! Trailer from Tom Huntingford on Vimeo.



Quem perdeu o amigo de pedalada e dê boleia a 10 estranhos com deficiência:

Take A Seat Trailer from dominic Gill on Vimeo.



E há quem pedale à procura da refeição perfeita (o meu favorito ehehe): http://www.thehungrycyclist.com/

E qual é a tua desculpa?

My arse belongs to the saddle, and my saddle belongs to the road

Ando a sonhar com uma viagem...



Cycling South America (Going South): From Bogotá to Ushuaia from javier godar on Vimeo.

Vespa

Revisitar o tempo em que uma viagem era uma aventura. Quando não era necessária a potência de uma centena de cavalos para nos levar a qualquer lado, nem ar condicionado para figur ao calor da peninsúla ibérica. Quando as malas de viagem eram de cartão, acontecer uma avaria mecânica era previsto e parar à beira de uma mata para o picnic era quase que obrigatório (até se podiam ver strumpfes na mata ;o). Isso sim era viajar.


Anda y dile a la virgen from Pipo & Astutto on Vimeo.



Já os Russos fazem as coisas de outra maneira....legítimo ;o)



Tour De Crimea 2010 - Teaser from -:- on Vimeo.



Uma pub antiga:




Vespa Spot from Manuel Del Corso on Vimeo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Africa??

EU: "Então Gugas, onde vamos nós passear de bicla este ano?"
GUGAS: "Estás sempre a dizer que me vais levar um dia a África!"
EU: "HUM...Africa.....hummmm"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Além Tagus dia 4




29 dez 1994

Último dia (Bem que podiam ler o primeiro dia de trás para a frente que era mais simples para nós). orierraB o arap aprovÉ ed oiobmoc o somáhnapA. (isto é para não serem preguiçosos) osssaP od orierreT oa éta ocrab O.

Seguimos montados até Linda-a-Velha sob chuva intensa, com o piso escorregadio (que o diga o Rafa), e muito trânsito. Chegámos por volta das... Ups, o meu relógio não é à prova de água, mas chegamos chegámos cedo e encharcados até aos ossos inclusive.

Achámos que sim. Foi YA, devia ser mais. Estamos de parabéns. As bikes Ya, resumindo foi uma actividade espectacular e altamente enriquecedora, pois ficamos a dominar algumas técnicas de ciclo-turismo e o mais importante ficamos com uma ideia positiva sobre o Alentejo, e das suas gentes. E o galo voltou a cantar...

INFO: D.P.: 21 Km
Vel. max.: 33 Km/h

Viagem total
INFO: D.P.total: 191 Km
Vel. media: 22 Km/h

Além Tagus dia 3

28 dez 1994
Acordámos (a sério?) e dirigimo-nos para Évora, com a promessa de voltarmos a Viana.


De caminho visitámos a igreja de Nossa Senhora de Aires, Santa milagreira, onde agradecemos por ainda não termos malhaaaaaaadoooooooo.... Eu e a minha grande boca.


Fomos visitar, alguns Kms à frente uma falha geológica rara, um registo da evolução lenta da crusta terrestre (afinal não é só no Alentejo que as coisas são lentas). Pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, bloqueou, pedalámos, pedalámos, pedalámos, a tecla está embrocada, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, esta cena atrofiou toda, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, desliga o computador pedalámos, ah, assim está melhor, como estava a tentar dizer nós pedalámos, pedalámos, pedalámos, e finalmente avistámos Évora por um canudo (é mais Braga, mas pronto).



Parámos para almoçar à sombra de um chaparro, e visitámos um hangar no aeródromo de Évora. Andámos de Ultra-leve (groupes) e de avião (idem, idem, aspas, aspas).
Em Évora arranjámos poiso na sede do agrupamento 37 (nosso velho conhecido) onde pudemos tomar um granda banho de água quente em vez do tradicional "atira com o alguidar de água gelada" e o "tenho estalactites no sovaco".



Depois de recompostos fomos dar uma voltinha pelos restaurantes tradicionais do centro de Évora (tascas baratas que a vida tá negra), e fomos dar uma volta na praça do Giraldo. Ainda que estivéssemos com disposição de andar mais 200 Km (no mínimo (eu sei que tu és mais mentiroso e mesmo assim não mentes mais, mas siga)) fomos para o conforto da sede do 37, (um bocado maior que a nossa (só um bocadinho)) chonar.



INFO: D.P.: 40 Km
Vel. max.: 53 Km/h

Além Tagus dia 2

27 dez 1994

Eram 5:00 da madrugada e o galo cantou.
Vocês já conhecem a história toda por isso...eram 10:30 da madrugada e partimos para mais uma aventura dos famosos 5.

Pedalámos para as ruínas de S. Cucufate (estas ainda existiam), que no tempo dos romanos eram termas, agora não passavam de calhaus mal aproveitados. Seguimos para Vila Alva e o seu Castelo Altaneiro que nunca teve, onde recuperámos as forças para empreender o que iria ser o maior desafio físico até então, TCHAM TCHAM TCHAM TCHAAAAAAM (os tambores a rufarem), a subida até Alvito. Cerca de 15 Km com uma inclinação de 8% feitas a uma média de pelo menos 50 cm/h, senão mais rápido.


Pausa para almoço no Alvito, onde nos confrontámos com um gang de Bikers local, denominado DVAGARISEVAIAOLONJI, que nos demonstraram toda a sua categoria em ir ao tapete e os melhorzinhos até conseguiam andar em linha recta. Espantados com a qualidade do show (ainda por cima grátis) desandámos para Viana do Alentejo e o seu castelo altaneiro (que por acaso até existia). Chegamos por volta das 5:00 da tarde e fomos calorosamente recebidos pelos escuteiros locais. Montámos o campo na sede, generosamente oferecida pelo padre daquela paróquia, fomos às compras e depois... MEN JUST WANNA HAVE FUN (Tradução: Os Gaiatos querem é divertir-se).


Fizemos o reconhecimento da vila, fizemos rappel na torre mais alta do castelo, (alguns mais destemidos fizeram-no à australiana), e mais à noitinha fomos fazer uma visita de interesse arqueológico às catacumbas de Viana.
Ainda mais à noitinha jantámos. Ainda, ainda mais à noitinha, fizemos uma joga de UNO (prometemos que só apostámos pevides). Ainda, ainda, ainda mais à noitinha (já parece a história do galo (por falar nisso, aonde é que anda o galo)) tivémos uma conversa tipo "A noite dos mortos vivos" ou "Sexta-feira 13" sobre as actividades destes escuteiros alentejanos.
Ainda, ainda, ainda, ainZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ Ronc fiuu, Ronc fiuu (X montes de vezes) (BIS)


INFO: D.P.: 52 Km
Vel. max.: 51 Km/h

Além Tagus dia 1

26 Dez 1994

Eram 5:00 da madrugada e o galo cantou, e os famosos 5 viraram-se para o outro lado. Eram 5:15 da madrugada e o galo cantou, e os famosos 5 aconchegaram os lençóis. Eram 5:30 da madrugada e o galo cantou, e as mães dos faosos 5 aconchegaram os lençóis. Eram 5:35 da madrugada, o avô de um dos 5 roncou, acordou a avó, que deu uma cabeçada no penico, saiu-lhe a dentadura, que mordeu o gato, que arranhou o tio, que chumbou a tia, que com os berros acordou a prima, que puxou o lençol ao primo, que deu uma estalada no pai, que beliscou a mãe, que... e o galo cantou.



Eram 5:40 da madrugada e o galo não cantou, e os famosos 5 acordaram. Eram 6:00 da madrugada, o Panão que não conseguia mexer os dedos, foi chamar o Gonçalo que tinha ido buscar o avião ao aeródromo. Encontraram-se com o Rainha que nada tinha e mais tarde com o Rafa, que vinha a todo o "gás", aquecendo a brisa gelada da manhã, ,La La La... La La La...(adaptado de "Brisa do Mar"), e o galo cantou. De repente, ofuscados pelo brilho da luz do sol das 6:15:03 da manhã, reflectida nuns óculos da Raibã, avistaram um gaiato a pedalar numa Marin do Continente (PUB). E o Grilo cantou. Os Xinco Fininho (adaptado de Rui Veloso) abalaram a bem dizer e o galo cantou. No Terrêro do Passso enjorcaram, a bem dizer, um cafezinho coooooooom lete (vibrato). Os 5 navegantes, navegavam no lodo espesso, límpido, cristalino e navegável do navegável rio Tagus, até, ao Alentejo (Barrêro).




Seguiram de comboio para Beija, e o galo cantou. Arranjaram as suas "meninas" e montaram-nas de seguida até às ruínas Romanas, que de tão arruinadas que estavam nem se viam. E o galo chumbou e a gala cantou. De volta a Beija, visitámos o pelourinho, a estátua da rainha D. Leonor, o castelo e a Sé.. Basámos para RABOba (Cuba), onde foi feito um inquérito gastronómico à população local. Ups, o galo basou.

Falámos com o pessoal do 755 de Cuba e mais tarde com o 889 de Neves, agrupamentos muito "activos", a bem dizer. Abalámos para Vila de Frades, onde visitámos um relógio romano de 1890, segundo um guia turístico bem atestado de Trotil, o bagaço que é uma bomba (PUB). Rumámos a OLHEIdigueira (Vidigueira) e visitámos a estátua de Vasco da Gama, e passámos, o resto do dia e noite à procura da "Pensão" da Lena que tinha acessos chumbados como tudo. Mas nada melhor do que um jantar quentinho e chonar ao lado da lareira.



INFO: D.P. (distancia percorrida): 78 Km
Vel. max. (velocidade máxima adquirida): 46 Km/h

Além Tagus 1994

Tirado do fundo do baú, o relato e umas fotos em papel da minha primeira viagem de bicicleta (pelo menos digna desse nome).

Foi em 1994, um projecto da eq. Fernão Magalhães do clã 45, a saber eu, o Rafa, o Mike, o Panão e o Grilo que pegaram numas biclas e numas mochilas e lançaram-se Além-Tagus fora. O Paulo e o Brragança ficaram por casa. Foi de Inverno, dois dias após o Natal e a aventura durou 3 ou 4 dias.

O percurso foi mais ou menos este:


Ver Além-Tagus 1994 num mapa maior

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Riding the spine na Bolívia!!

O pessoal do "Riding the spine" brindou-nos com este vídeo feito na remota Bolívia, incluindo uma passagem (OBRIGATÓRIA) pelo Salar de Uyuni!

Riding the Spine: Across Bolivia from Jacob Thompson on Vimeo.

Ó Hernani...olha a malta a cruzar este "mar de sal" hein?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Touring com Xtracycle em família...


Kelly Hogaboom e a sua filha de 7 anos foram acampar de bicla (nos States). É uma visão de uma futura viagem da minha família ;o)



Parte 1



Parte 2



Good Vibes...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Touring: Setúbal - Olhão (dia 6)

Dia 6 (5 Junho)

Acordámos e seguimos para o centro de Olhão, onde se situa a estação. Mais uma vez podémos verificar que a comunidade ciclística nesta localidade é mais que muita:
Vêem-se muitos jovens a ir para a escola nas calmas, muita população activa a deslocar-se para o trabalho e alguns idosos a circular nas suas pasteleiras nas maiores das calmas. A maioria circula sem capacete, a um ritmo calmo e vi bastantes ciclistas a dar boleias a outros. Uma mini-mini-copenhaga?? eheh.
Já íamos preparados para carregar a bicla no porão de cargas, mas sem a carga toda. Mesmo assim é difícil. Já dentro do comboio íamos ajudando a malta que carregava a bicla. No fim um senhor agradecido ajudou-nos a descarregar a "X" em Vila Real de Sto António. Era Ucraniano e estava curioso com a extensão da bicla, pois desconfiava de que levava ali um motor!
Fomos directos ao barco e ele saía em menos de 1 minuto! Isto é que é interligação modal! (ou sorte). Seguimos no convés do barco juntamente com muitos "cámones" de bicla, quase todas órbitas alugadas em Monte Gordo ou disponibilizadas pelos hóteis locais!
Muito bom...mais uma razão para apostar na bicicleta. Concerteza que a eco-via ajudou a que as pessoas utilizassem a bicicleta nesta deslocação, mas o engraçado é que tanto no turismo como os locais nada ou pouco sabem desta infrastrutura!
No barco estivémos com dois alemães que fizeram o mesmo percurso mas andando sempre um dia adiantados em relação a nós. Eram míudos novos sem experiência em touring, mas que se tinham aventurado. A ideia deles era ligar Lisboa a Tarifa, apanhar o Ferry até Tanger, seguir até Ceuta, voltar a apanhar o Ferry para Algeciras e ir até Marbella onde voltariam para casa de avião. Muito fixe. Tinham era um mapa com uma escala muito pequena e como em Portugal existe pouca info para o turismo em bicicleta, foram sempre pelas serras de Santiago do Cacém, Cercal, Aljezur, etc., etc.. Quando lhes disse que fiz o percurso pela costa ficaram espantados!! O mapa Marco Polo que tinham indicavam apenas as estradas principais, daí terem seguido a Nacional...sempre no sobe e desce. Faziam campismo selvagem e estavam com medo de Marrocos.
Dei-lhes umas dicas, umas palavras em Árabe e uns locais para visitar, o que lhes deu alguma tranquilidade. Isto deu-me mais alento para criar uma base de informação na net sobre touring de bicla. Para além do fórum da ciclo-via.org. Eles fizeram-me lembrar quando novo quando explorei mais de metade do país de bicla, mesmo sem equipamento de jeito e andando às "cabeçadas". Gostaria de ver mais este espírito na nossa juventude que preferem enfiar-se num carro a caminho de férias demasiado formatadas, com pouca aventura.
Despedimo-nos na chegada a Espanha onde ficámos pelo centro de Ayamonte a visitar as lojas e a procurar um local para comer.
Atacámos uma porción de Calamares, umas tapas de "patatas bravas" e de ovas. Uma canha para acompanhar e um gelado artesanal para finalizar.
Fomos comprar uns recuerdos à pressa pois iam fechar para a "siesta".

Estava na hora de voltar. Começava a chover, pelo que nos equipámos e seguimos para o centro de Vila Real. Bem maior e mais bonito, mas menos concorrido...porque será?

Seguimos até Monte Gordo pela eco-via. Ciclovias pintadas nas bermas das estradas que ao chegar às rotundas relegavam a bicicleta à condição de peão, obrigando-as a sair na primeira saída e atravessar via passadeira. Ridículo ou não?. É o problema das ciclovias: segregam-te do trânsito quando menos precisas, que é nas vias sempre em frente e nas zonas de conflito colocam-te longe da vistados carros, ou seja é como se aumentassem o ângulo morto dos condutores, potenciais "atropeladores". Enfim.
Enganaram-me à primeira, mas as restantes rotundas fi-las na via normal.
Em Monte Gordo tive que me abrigar por causa da chuva (o Gugas com o poncho e atrás de mim não apanha uma gota...ainda chegou a dormir a sesta com chuva!) e na saída desta localidade perdi o rasto à eco-via pois fizeram uma repavimentação recente que sobrepôs as riscas azuis. Como não encontrava a via e chovia a potes segui a N125 até encontrar uma indicação de estação para apanhar o comboio até mais perto de Olhão. Cruzei-me com uma família inteira de ciclistas todos equipados para a chuva (there is no bad weather, only bad clothing) que possivelmente não tinham info sobre a eco-via ou alternativas à N125.
(Recebi um email do Martin, o dinamarquês com quem nos cruzámos em S.Miguel - Odeceixe com o link para o seu site, com bastante info: )
Não encontrava nenhuma tabuleta de estação pelo que tive que perguntar. Estava mesmo numa localidadeque merecia a visita do "cavalo de ferro" mas as tabuletas só nas ruas interiores....afinal quem anda na N125 não precisa de saber onde são as estações (HEELLLOOOOO).
Tinhamos que esperar meia-hora pelo dito, por isso fomos lanchar a uma pastelaria perto de uma escola primária onde vimos uma professora a dar aulas de condução na cidade a uma turma prái do 1º ou 2º ano! Estavam todos de bicla no recreio coberto a aprender as regras de trânsito e como sinalizar as mudanças de direcção e tal. Engraçado.
Como o tempo estava mesmo feio não saímos em Tavira como planeado e fomos antes ter com os nossos primos de volta a Olhão pois já era bastante tarde.