segunda-feira, 22 de março de 2010

Africa??

EU: "Então Gugas, onde vamos nós passear de bicla este ano?"
GUGAS: "Estás sempre a dizer que me vais levar um dia a África!"
EU: "HUM...Africa.....hummmm"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Além Tagus dia 4




29 dez 1994

Último dia (Bem que podiam ler o primeiro dia de trás para a frente que era mais simples para nós). orierraB o arap aprovÉ ed oiobmoc o somáhnapA. (isto é para não serem preguiçosos) osssaP od orierreT oa éta ocrab O.

Seguimos montados até Linda-a-Velha sob chuva intensa, com o piso escorregadio (que o diga o Rafa), e muito trânsito. Chegámos por volta das... Ups, o meu relógio não é à prova de água, mas chegamos chegámos cedo e encharcados até aos ossos inclusive.

Achámos que sim. Foi YA, devia ser mais. Estamos de parabéns. As bikes Ya, resumindo foi uma actividade espectacular e altamente enriquecedora, pois ficamos a dominar algumas técnicas de ciclo-turismo e o mais importante ficamos com uma ideia positiva sobre o Alentejo, e das suas gentes. E o galo voltou a cantar...

INFO: D.P.: 21 Km
Vel. max.: 33 Km/h

Viagem total
INFO: D.P.total: 191 Km
Vel. media: 22 Km/h

Além Tagus dia 3

28 dez 1994
Acordámos (a sério?) e dirigimo-nos para Évora, com a promessa de voltarmos a Viana.


De caminho visitámos a igreja de Nossa Senhora de Aires, Santa milagreira, onde agradecemos por ainda não termos malhaaaaaaadoooooooo.... Eu e a minha grande boca.


Fomos visitar, alguns Kms à frente uma falha geológica rara, um registo da evolução lenta da crusta terrestre (afinal não é só no Alentejo que as coisas são lentas). Pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, bloqueou, pedalámos, pedalámos, pedalámos, a tecla está embrocada, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, esta cena atrofiou toda, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, desliga o computador pedalámos, ah, assim está melhor, como estava a tentar dizer nós pedalámos, pedalámos, pedalámos, e finalmente avistámos Évora por um canudo (é mais Braga, mas pronto).



Parámos para almoçar à sombra de um chaparro, e visitámos um hangar no aeródromo de Évora. Andámos de Ultra-leve (groupes) e de avião (idem, idem, aspas, aspas).
Em Évora arranjámos poiso na sede do agrupamento 37 (nosso velho conhecido) onde pudemos tomar um granda banho de água quente em vez do tradicional "atira com o alguidar de água gelada" e o "tenho estalactites no sovaco".



Depois de recompostos fomos dar uma voltinha pelos restaurantes tradicionais do centro de Évora (tascas baratas que a vida tá negra), e fomos dar uma volta na praça do Giraldo. Ainda que estivéssemos com disposição de andar mais 200 Km (no mínimo (eu sei que tu és mais mentiroso e mesmo assim não mentes mais, mas siga)) fomos para o conforto da sede do 37, (um bocado maior que a nossa (só um bocadinho)) chonar.



INFO: D.P.: 40 Km
Vel. max.: 53 Km/h

Além Tagus dia 2

27 dez 1994

Eram 5:00 da madrugada e o galo cantou.
Vocês já conhecem a história toda por isso...eram 10:30 da madrugada e partimos para mais uma aventura dos famosos 5.

Pedalámos para as ruínas de S. Cucufate (estas ainda existiam), que no tempo dos romanos eram termas, agora não passavam de calhaus mal aproveitados. Seguimos para Vila Alva e o seu Castelo Altaneiro que nunca teve, onde recuperámos as forças para empreender o que iria ser o maior desafio físico até então, TCHAM TCHAM TCHAM TCHAAAAAAM (os tambores a rufarem), a subida até Alvito. Cerca de 15 Km com uma inclinação de 8% feitas a uma média de pelo menos 50 cm/h, senão mais rápido.


Pausa para almoço no Alvito, onde nos confrontámos com um gang de Bikers local, denominado DVAGARISEVAIAOLONJI, que nos demonstraram toda a sua categoria em ir ao tapete e os melhorzinhos até conseguiam andar em linha recta. Espantados com a qualidade do show (ainda por cima grátis) desandámos para Viana do Alentejo e o seu castelo altaneiro (que por acaso até existia). Chegamos por volta das 5:00 da tarde e fomos calorosamente recebidos pelos escuteiros locais. Montámos o campo na sede, generosamente oferecida pelo padre daquela paróquia, fomos às compras e depois... MEN JUST WANNA HAVE FUN (Tradução: Os Gaiatos querem é divertir-se).


Fizemos o reconhecimento da vila, fizemos rappel na torre mais alta do castelo, (alguns mais destemidos fizeram-no à australiana), e mais à noitinha fomos fazer uma visita de interesse arqueológico às catacumbas de Viana.
Ainda mais à noitinha jantámos. Ainda, ainda mais à noitinha, fizemos uma joga de UNO (prometemos que só apostámos pevides). Ainda, ainda, ainda mais à noitinha (já parece a história do galo (por falar nisso, aonde é que anda o galo)) tivémos uma conversa tipo "A noite dos mortos vivos" ou "Sexta-feira 13" sobre as actividades destes escuteiros alentejanos.
Ainda, ainda, ainda, ainZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ Ronc fiuu, Ronc fiuu (X montes de vezes) (BIS)


INFO: D.P.: 52 Km
Vel. max.: 51 Km/h

Além Tagus dia 1

26 Dez 1994

Eram 5:00 da madrugada e o galo cantou, e os famosos 5 viraram-se para o outro lado. Eram 5:15 da madrugada e o galo cantou, e os famosos 5 aconchegaram os lençóis. Eram 5:30 da madrugada e o galo cantou, e as mães dos faosos 5 aconchegaram os lençóis. Eram 5:35 da madrugada, o avô de um dos 5 roncou, acordou a avó, que deu uma cabeçada no penico, saiu-lhe a dentadura, que mordeu o gato, que arranhou o tio, que chumbou a tia, que com os berros acordou a prima, que puxou o lençol ao primo, que deu uma estalada no pai, que beliscou a mãe, que... e o galo cantou.



Eram 5:40 da madrugada e o galo não cantou, e os famosos 5 acordaram. Eram 6:00 da madrugada, o Panão que não conseguia mexer os dedos, foi chamar o Gonçalo que tinha ido buscar o avião ao aeródromo. Encontraram-se com o Rainha que nada tinha e mais tarde com o Rafa, que vinha a todo o "gás", aquecendo a brisa gelada da manhã, ,La La La... La La La...(adaptado de "Brisa do Mar"), e o galo cantou. De repente, ofuscados pelo brilho da luz do sol das 6:15:03 da manhã, reflectida nuns óculos da Raibã, avistaram um gaiato a pedalar numa Marin do Continente (PUB). E o Grilo cantou. Os Xinco Fininho (adaptado de Rui Veloso) abalaram a bem dizer e o galo cantou. No Terrêro do Passso enjorcaram, a bem dizer, um cafezinho coooooooom lete (vibrato). Os 5 navegantes, navegavam no lodo espesso, límpido, cristalino e navegável do navegável rio Tagus, até, ao Alentejo (Barrêro).




Seguiram de comboio para Beija, e o galo cantou. Arranjaram as suas "meninas" e montaram-nas de seguida até às ruínas Romanas, que de tão arruinadas que estavam nem se viam. E o galo chumbou e a gala cantou. De volta a Beija, visitámos o pelourinho, a estátua da rainha D. Leonor, o castelo e a Sé.. Basámos para RABOba (Cuba), onde foi feito um inquérito gastronómico à população local. Ups, o galo basou.

Falámos com o pessoal do 755 de Cuba e mais tarde com o 889 de Neves, agrupamentos muito "activos", a bem dizer. Abalámos para Vila de Frades, onde visitámos um relógio romano de 1890, segundo um guia turístico bem atestado de Trotil, o bagaço que é uma bomba (PUB). Rumámos a OLHEIdigueira (Vidigueira) e visitámos a estátua de Vasco da Gama, e passámos, o resto do dia e noite à procura da "Pensão" da Lena que tinha acessos chumbados como tudo. Mas nada melhor do que um jantar quentinho e chonar ao lado da lareira.



INFO: D.P. (distancia percorrida): 78 Km
Vel. max. (velocidade máxima adquirida): 46 Km/h

Além Tagus 1994

Tirado do fundo do baú, o relato e umas fotos em papel da minha primeira viagem de bicicleta (pelo menos digna desse nome).

Foi em 1994, um projecto da eq. Fernão Magalhães do clã 45, a saber eu, o Rafa, o Mike, o Panão e o Grilo que pegaram numas biclas e numas mochilas e lançaram-se Além-Tagus fora. O Paulo e o Brragança ficaram por casa. Foi de Inverno, dois dias após o Natal e a aventura durou 3 ou 4 dias.

O percurso foi mais ou menos este:


Ver Além-Tagus 1994 num mapa maior

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Riding the spine na Bolívia!!

O pessoal do "Riding the spine" brindou-nos com este vídeo feito na remota Bolívia, incluindo uma passagem (OBRIGATÓRIA) pelo Salar de Uyuni!

Riding the Spine: Across Bolivia from Jacob Thompson on Vimeo.

Ó Hernani...olha a malta a cruzar este "mar de sal" hein?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Touring com Xtracycle em família...


Kelly Hogaboom e a sua filha de 7 anos foram acampar de bicla (nos States). É uma visão de uma futura viagem da minha família ;o)



Parte 1



Parte 2



Good Vibes...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Touring: Setúbal - Olhão (dia 6)

Dia 6 (5 Junho)

Acordámos e seguimos para o centro de Olhão, onde se situa a estação. Mais uma vez podémos verificar que a comunidade ciclística nesta localidade é mais que muita:
Vêem-se muitos jovens a ir para a escola nas calmas, muita população activa a deslocar-se para o trabalho e alguns idosos a circular nas suas pasteleiras nas maiores das calmas. A maioria circula sem capacete, a um ritmo calmo e vi bastantes ciclistas a dar boleias a outros. Uma mini-mini-copenhaga?? eheh.
Já íamos preparados para carregar a bicla no porão de cargas, mas sem a carga toda. Mesmo assim é difícil. Já dentro do comboio íamos ajudando a malta que carregava a bicla. No fim um senhor agradecido ajudou-nos a descarregar a "X" em Vila Real de Sto António. Era Ucraniano e estava curioso com a extensão da bicla, pois desconfiava de que levava ali um motor!
Fomos directos ao barco e ele saía em menos de 1 minuto! Isto é que é interligação modal! (ou sorte). Seguimos no convés do barco juntamente com muitos "cámones" de bicla, quase todas órbitas alugadas em Monte Gordo ou disponibilizadas pelos hóteis locais!
Muito bom...mais uma razão para apostar na bicicleta. Concerteza que a eco-via ajudou a que as pessoas utilizassem a bicicleta nesta deslocação, mas o engraçado é que tanto no turismo como os locais nada ou pouco sabem desta infrastrutura!
No barco estivémos com dois alemães que fizeram o mesmo percurso mas andando sempre um dia adiantados em relação a nós. Eram míudos novos sem experiência em touring, mas que se tinham aventurado. A ideia deles era ligar Lisboa a Tarifa, apanhar o Ferry até Tanger, seguir até Ceuta, voltar a apanhar o Ferry para Algeciras e ir até Marbella onde voltariam para casa de avião. Muito fixe. Tinham era um mapa com uma escala muito pequena e como em Portugal existe pouca info para o turismo em bicicleta, foram sempre pelas serras de Santiago do Cacém, Cercal, Aljezur, etc., etc.. Quando lhes disse que fiz o percurso pela costa ficaram espantados!! O mapa Marco Polo que tinham indicavam apenas as estradas principais, daí terem seguido a Nacional...sempre no sobe e desce. Faziam campismo selvagem e estavam com medo de Marrocos.
Dei-lhes umas dicas, umas palavras em Árabe e uns locais para visitar, o que lhes deu alguma tranquilidade. Isto deu-me mais alento para criar uma base de informação na net sobre touring de bicla. Para além do fórum da ciclo-via.org. Eles fizeram-me lembrar quando novo quando explorei mais de metade do país de bicla, mesmo sem equipamento de jeito e andando às "cabeçadas". Gostaria de ver mais este espírito na nossa juventude que preferem enfiar-se num carro a caminho de férias demasiado formatadas, com pouca aventura.
Despedimo-nos na chegada a Espanha onde ficámos pelo centro de Ayamonte a visitar as lojas e a procurar um local para comer.
Atacámos uma porción de Calamares, umas tapas de "patatas bravas" e de ovas. Uma canha para acompanhar e um gelado artesanal para finalizar.
Fomos comprar uns recuerdos à pressa pois iam fechar para a "siesta".

Estava na hora de voltar. Começava a chover, pelo que nos equipámos e seguimos para o centro de Vila Real. Bem maior e mais bonito, mas menos concorrido...porque será?

Seguimos até Monte Gordo pela eco-via. Ciclovias pintadas nas bermas das estradas que ao chegar às rotundas relegavam a bicicleta à condição de peão, obrigando-as a sair na primeira saída e atravessar via passadeira. Ridículo ou não?. É o problema das ciclovias: segregam-te do trânsito quando menos precisas, que é nas vias sempre em frente e nas zonas de conflito colocam-te longe da vistados carros, ou seja é como se aumentassem o ângulo morto dos condutores, potenciais "atropeladores". Enfim.
Enganaram-me à primeira, mas as restantes rotundas fi-las na via normal.
Em Monte Gordo tive que me abrigar por causa da chuva (o Gugas com o poncho e atrás de mim não apanha uma gota...ainda chegou a dormir a sesta com chuva!) e na saída desta localidade perdi o rasto à eco-via pois fizeram uma repavimentação recente que sobrepôs as riscas azuis. Como não encontrava a via e chovia a potes segui a N125 até encontrar uma indicação de estação para apanhar o comboio até mais perto de Olhão. Cruzei-me com uma família inteira de ciclistas todos equipados para a chuva (there is no bad weather, only bad clothing) que possivelmente não tinham info sobre a eco-via ou alternativas à N125.
(Recebi um email do Martin, o dinamarquês com quem nos cruzámos em S.Miguel - Odeceixe com o link para o seu site, com bastante info: )
Não encontrava nenhuma tabuleta de estação pelo que tive que perguntar. Estava mesmo numa localidadeque merecia a visita do "cavalo de ferro" mas as tabuletas só nas ruas interiores....afinal quem anda na N125 não precisa de saber onde são as estações (HEELLLOOOOO).
Tinhamos que esperar meia-hora pelo dito, por isso fomos lanchar a uma pastelaria perto de uma escola primária onde vimos uma professora a dar aulas de condução na cidade a uma turma prái do 1º ou 2º ano! Estavam todos de bicla no recreio coberto a aprender as regras de trânsito e como sinalizar as mudanças de direcção e tal. Engraçado.
Como o tempo estava mesmo feio não saímos em Tavira como planeado e fomos antes ter com os nossos primos de volta a Olhão pois já era bastante tarde.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Touring: Setúbal - Olhão (dia 5)

Dia 5 (4 Junho)


O dia era para "bezerrar", mas acabou por ser bem diferente!!

A ideia era irmos à praia, comer, beber, explorar a zona e mais nada. Acordámos mais tarde do que o costume e deixámo-nos ficar a apreciar a preguiça. Estávamos com a porta da tenda aberta e a olhar para o céu na conversa, até que...começa a chuviscar.

Fecho a tenda para não nos molharmos. Ora bolas, com chuva já não dava para aproveitar tanto a praia e conversa puxa conversa, pensámos em ir a Espanha de bicla...ISSO MESMO! O plano tinha-se alterado (é a magia de viajar sem planos) e agora íamos a caminho de Espanha!

Levantámo-nos mal acabou de chover e aproveitámos o tempo cinzento para arrumarmos a bicla. Despedimo-nos do casal Inglês que tinha sido nosso vizinho e fizémo-nos à estrada. A senhora do camping confirmou-nos que da Salema para o Burgau dava para ir ao longo da costa.

Descemos até à Salema e seguímos um risco azul marcado na berma da estrada: era a marcação da eco-via do Algarve. Fizémos uma grande subida até encontrarmos uma tabuleta que indicava o fim do troço urbano da Salema da eco-via, o que significava que entraríamos num trilho bem batido a caminho do Burgau.



Alto trilho, mas para ser feito numa BTT com menos carga!! A descida para a praia da (esqueci-me do nome) era bastante íngreme e esburacada. Temi pelo equilíbrio do conjunto pois não me podia esquecer que levava 25 Kgs do puto e cadeira mais cerca de 15 Kilos de cada lado. Chegado ao alcatrão ainda me meti no trilho que seguia para o Burgau, mas desisti. Não valia a pena estar a meter-me por trilhos tão carregado como estava. Fomos directos à N125 (boring!).



Íamos ao longo de uma ribeira a observar a carrada de sapos e/ou rãs a fugirem e umas Garças a tentarem apanhá-los (acho que eram Garças), quando vimos uma cadeira à beira da estrada a anunciar Alperces (ou Apricotes, como chamam no algarve, talvez um Anglicanismo). Estávamos com fome, pois não tinhamos encontrado nada aberto para comer e o resto da pizza da noite anterior tinha sido escassa ;o). Entrámos no terreno, a caminho da casa para onde o anúncio apontava. Fomos recebidos por 2 cães a ladrar seguidos por um gato curioso e pela dona, uma Inglesa descalça que vivia naquela casa sem electricidade. Dissémos que estavamos na vadiagem e que queríamos uns quantos alperces. A senhora ficou baralhada e perguntou se os queríamos gratuitos, se queríamos muitos ou poucos...estranhei, e disse que qualquer meio-kilo nos servia, pois de bicla também não podíamos carregar muito.

Fomos apanhar os alperces com o Gugas a devorar logo uma meia-dúzia directamente da árvore. Enchemos um saquito com o que ela dizia ser meio-kilo e pediu-me 50 centimos. A senhora achou piada ao gosto do Gugas pelos animais e foi apresentar-lhe as galinhas e sapos. Gostou do facto de viajarmos de bicla, for a CAR(E)-FREE WORLD. De repente, deu-lhe o "amoke" e foi a correr para dentro de casa pois tinha algo ao lume.

Nós também seguimos caminho e reparámos melhor na cadeirinha que estava a publicitar as alperces: afinal estavam lá vários sacos com meio-kilo de alperces para retirar e um copo para se colocar o dinheiro...daí o discurso estranho da senhora! duh.

Seguímos caminho pela "secante" N125 onde o Gugas dormiu nova sesta acordando no centro de Lagos ("Légues", para os locais ;o). Ficámos a comer um cachorro e a ver a animação no centro, com actuações de palhaços, homens-estátua, peruanos, etc.. Quando faltava cerca de meia-hora para o comboio partir fomos para a estação atravessando o rio numa ponte pedonal. O Gugas dizia que a bicla parecia um barco.

Chegado à estação como eu a conhecia, esta estava toda abandonada e destruída!! Que coisa...então onde é a nova estação de comboios? Era logo ao lado, mas o edifício era tão incaracterístico que não chamava a atenção visto de longe. É pena deixarem um edifício tão bonito e carregado de simbolismo ficar assim.

Comprei o bilhete do Regional até Faro. Perguntei onde podia pôr a bicla e lá começou a maior aventura da viagem:

A porta da carruagem de mercadorias estava à altura do meu peito, as escadas eram na vertical e a porta estreita como tudo. Uff. Lá retirei metade da tralha da bicla e carreguei-a a custo.


Lembrei-me das viagens de bicla quando míudo com o meu grupo de amigos, quando vímos um dia alguém a descarregar as nossas biclas agarrando-as pelos cabos dos travões!! inédito.

Sentámo-nos nos bancos mais próximos da bicla e ficámos a ajudar mais ciclistas que utilizam o comboio para fazer distâncias maiores. Viajámos até Portimão com um tatuador brasileiro que fazia aquela viagem várias vezes ao dia. Oferecemos-lhe alperces e fomos o caminho todo a ver revistas de tatuagens. O Gugas até escolheu umas e tudo ;o).

É impressionante a utilização da bicla no Algarve, mesmo sem condições como as de utilização do comboio (regional) para a transportar. É impressão minha ou há aqui uma falta de visão estratégica pela CP?? Acordem "senhuores"....se isto é assim sem condições imaginem como seria se as houvessem!!

Para irmos até Vila Real de Santo António como tinhamos planeado tinhamos de sair em Faro e mudar de comboio. Tinha ligado ao meu primo entretanto e tinhamos combinado irmos para casa dele. Nem pensar em entrar assim no comboio outra vez. Descarregámos em Faro, voltámos a montar tudo de novo e fomos a pedalar até Olhão.

Reparei que tinha partido um raio, provavelmente no trilho. A meio do caminho partiu-se outro e a bicla começou a andar toda bamba devido ao empeno da jante. Andei assim uns 2 ou 3 Kms até chegar a Olhão. Impressionante o número de gente a pedalar nas bermas da N125 entre Faro e Olhão. Perguntei se havia alguma loja de bicicletas e indicaram-me logo 3.

Parei na BICIESTOI na rotunda do cubo que recusou-se a fazer o trabalho. Aliás disse-me que não tinha mecânico.

- "Mas dizia reparação de bicicletas na montra"- indaguei.

-"Pois, mas a esta hora não tenho ninguém". O que é que 16h00 têm de especial para "ter" um mecânico na oficina??.

- "Se for preciso venho cá amanhã de manhã com a roda...afinal só preciso de 2 raios!!".

- "Ai..ao fim-de-semana também não tenho ninguém!"

- "FIM-DE-SEMANA?? Amanhã é Sexta-feira!".

Sai de lá de trás um senhor a defender a senhora do balcão a dizer que têm pouca gente e então só têm vendas e o mecânico só trata das biclas vendidas. Negócio é o que é, e ainda dizem que há crise. Mandaram-me para um senhor "que é jeitoso e é capaz de lhe safar".

Era uma loja de moto-serras e o senhor mal me viu enviou-me para um senhor perto dos TAXIS.

MAU MAU MARIA...isto ia bem! Já estava a pensar em comprar uns raios e mudar eu, afinal nem eram do lado da cassete. Prometi a mim mesmo que era o que faria se tivesse uma terceira "nega".

Quando chego ao terceiro mecânico o senhor olha para a minha bicla e entra em pânico a dizer "não, não, não". Que raio! (literalmente). Disse-lhe que EU tirava a roda e que a única coisa que ele tinha que fazer era mudar os raios e desempenar-me a jante. Lá aceitou, mas passou o tempo todo a dizer que não costumava fazer estes trabalhos...mas que raio...então que trabalhos costuma fazer??


Era uma loja antiga com fotos do senhor e outros a preto e branco com pasteleiras e outras biclas nas ruas de um Olhão de outrora. Ninguém empena rodas em Olhão?

Lá tirei a tralha toda da bicla e levei-a para dentro da loja, virei-a ao contrário e tirei a roda. O senhor não tinha chave para me tirar o disco!! (eu também não tinha, se quisesse mudar o raio sozinho). Um senhor que lá estava a conversar foi ao carro e saco um conjunto do LIDL com as ditas chaves. A partir daí foi trigo-limpo. Mudou os raios e desempenou à "unha".


Chegou um cliente para pedir para trocar uns pneus a umas rodas que trazia. Ainda me ofereci para fazer a troca para matar tempo mas o senhor não quis. No fim para pôr a roda na bicla tive que intervir, pois estava a ver que o homem me partia o disco!!

"CALMA HOMEM, que o disco tem de caber entre as pinças...". A segunda aventura do dia e a segunda maior da viagem..IRRA.

Quando vou a pagar o homem crava-me 7,5€...incha. NUNCA MAIS. Tenho que reforçar as rodas.

Para nos vingarmos fomos a um "boteco" que conheço no mercado de Olhão e atacámos uns caracóis, conquilhas e ameijoas..maravilha!







Fomos ter com os nossos primos onde passámos a noite e ficámos a conhecer a priminha mais nova da família! Ainda mais nova que a mana do Gugas, mas também Mariana.

Quem disse que o dia ia ser para bezerrar??

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Touring: Setúbal - Olhão (dia 4)

Dia 4 (3 de Junho) (nenhuma foto deste post é minha, pois não sei porquê não tirei fotos neste dia, mas fartei-me de filmar...lá está)



Quando o Gugas acordou já tinha um Nestum quentinho preparado para o seu pequeno-almoço. Devorou-o com os olhos fixos no local de acampamento dos seus amiguinhos da noite anterior. Quando acabou pediu-me para ir ter com eles. Aproveitei para lavar a loiça e arrumar tudo.

O Gugas perdeu uma cena dos pardalitos mais atrevidos que conheci...até vieram quase à mão comer o resto do bolo da avó alice.

Fui ter com ele e já se procedia a uma jogatana da bola de todo o tamanho. A retirada do Gugas foi a custo, mas lá foi.

Uma descida até à ribeira de Odeceixe, travessia da ponte e um cartaz a dizer "Bem-vindo ao Algarve" esperava-nos do outro lado, estávamos na Costa Vicentina. A N120 neste ponto sobe tal qual a serra do Luso, curvas apertadas e muito inclinadas. Como já sabia o que me esperava entrei para a Vila de Odeceixe e fui ao longo da ribeira até à praia.



O mau-feitio matinal do Gugas revelou-se uma vez mais pelo que decidi parar na praia das Adegas para ver se acalmava. Não quis ir, pois não queria descer aquilo tudo.
Ok!!
Queria enviar o postal de Porto Covo que tínhamos escrito para as meninas que ficaram em casa.

Ok!!!!

Siga para o Rogil, que há lá uma padaria porreira. As explicações de como funcionam os correios preencheram as conversas até Maria Vinagre.


O Gustavo desmanchou-se a rir com o nome desta localidade e foi o resto do caminho a inventar nomes de terras: Rodrigo Azeite, Rafa Água, Ana Azeitona, Maria Zebra, António Gafanhoto...descambou.

No Rogil notámos na mudança da padaria simpática para a padaria Gourmet, uma autêntica extravaganza para aquela localidade. A qualidade parece manter-se mas Os preços insistem em lembrar-nos que estamos no "ALLgarve". Parámos na esplanada vidrada a comer algo e a conversar sobre o postal, enquanto muito "cámone" de auto-caravana e prancha de surf passáva. Fomos até a uma pequena mercearia "vende-tudo" para comprar uns selos. Um deles era auto-colante, mas o segundo foi colado com a bela da lambidela...com o Gustavo a estranhar todo o processo. Como o correio já tinha sido levantado decidimos colocá-lo em Aljezur.

Fizémos outra surfada de bicla na descida até esta sede de Concelho, onde parámos no Turismo para perguntar onde eram os Correios. Depois de colocar o postal no correio nacional decidimos alomoçarmos ali mesmo num jardim com muita sombra logo após a ponte. Fizémos uma salada com tomate, milho, cogumelos, maçã e uma salada de frutas pois o calor apertava. Comemos um gelado e até estranhava a camisola do Gustavo ainda estar limpa! (Tinha lavado todas as t-shirts dele no último parque!).



Ainda tentei esticar-me no banco para dormir uma sesta, coisa que adoro fazer, mas quem tira as pilhas a um míudo de 4 anos?? Depois de explorar todo o jardim e brincarmos ao "Ben 10", à apanhada, às escondidas, às pitons e aos polvos seguimos caminho. Aqui é que ele me prega a rasteira e PIMBA, adormece na cadeirinha reclinada dormindo a sua bela sesta de meia-hora. Neste trecho do percurso o vento fez-se notar com maior força. Vinha da costa e se aqui era forte, na praia deveria ser pujante. O Gugas acordou numa descida para a Bordeira, mesmo a tempo de surfar de braços abertos e como, abrigados do vento estava uma calorão parámos no centro da Carrapateira (a terra do Gormiti que lhe tinha saído no cabo sardão que se chamava algo parecido com carrapatix, e que entretanto já se tinha perdido).

Tinha umas referências do Canhão para dar um toque a alguém que estivesse no restaurante Mazagão ou aos alemães que alugam umas casas à entrada da Carrapateira, pois aqui não conheço nenhum parque de campismo, mas como o vento estalava forte, decidi ir até um parque na costa sul, mais protegida e ficar a bezerrar no dia seguinte.

Aproveitámos para nos refrescarmos com uma coca-cola. Quando o Gugas levanta os braços vejo uma mega-nódoa de chocolate mesmo no sovaquinho! AH! Assim é mais normal. Afinal o gelado em Aljezur tinha derretido na mesa e ele tinha-se deitado em cima!! O dono do café meteu conversa connosco por causa da Xtracycle e visitámos uma loja de artesanato. O Gugas fartou-se de brincar com animais feitos de pano. Ainda démos um salto à praia, mas estava desagradável e fomos fazer a subida à Vila do Bispo.



O Gugas cravou-me uma história e não é que inventei uma alta história durante a subida toda? Reunia o Carteiro Paulo com biclas e tal, o Gugas estava de tal modo preso à história que me pedia para fazer "pause" quando um carro passava para não perder pitada. Foi engraçado.

Parámos no parque eólico no fim da subida (a maior do percurso) e por fim estávamos a descer até Vila do Bispo sempre acompanhados de alto vento lateral.

Na dúvida entre os parques de Sagres, da Ingrina ou da Salema fomos em direcção deste último. Não sei se foi boa ideia pois do parque à Praia o acesso é bastante inclinado, mas já estava, já estava.

Montámos campo rápido e fomos para a praia da Salema. Foi uma autêntica aventura National Geographic style: corremos atrás das gaivotas, criámos uma cidade de pedras e areia, vimos Caranguejos-ermita e até estrelas do mar. Voltámos quase de noite ao parque onde tomámos banho com uma ficha para termos àgua quente!

Andava a prometer uma surpresa ao Gugas por termos chegado ao Algarve e ele já estava impaciente....fomos jantar PIZZA E COCA-COLA no restaurante do parque!! Ele ficou radiante, mas com a sala de jogos que havia ao lado do restaurante.

A menina do restaurante engraçou também com ele, mas como não falava bem Português (era Holandesa) o Gugas não deu troco. Aliás, o Gugas andava lixadíssimo pois não percebia nada o que a malta dizia! Tinhamos um casal Inglês numa tenda em frente e não perceber nada frustrava-o de tal maneira que se recusava a dizer algo. Coitado.Depois da pança cheia e de termos jogado a tudo o que havia para jogar (até bilhar com um senhor que lá estava), fomos "desmoer" a pizza e ver estrelas deitados na tenda (que era oficialmente uma tenda de Pitons!).

Adormeceu a apontar para o céu. Derreadíssimo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Touring: Setúbal - Olhão (dia 3)


Dia 3 (2 Junho)

O dia de ontem foi estafante, com tanta praia e correria, mas isso não nos impediu de acordar cedo. Tomámos o pequeno-almoço, carregamos a Timberlina e fizémos uma corrida até à recepção.



Ganharia o Gugas que foi a correr pois fez lá uns atalhos pelos alvéolos da malta toda, mas viu o parque infantil e...é impressionante como a mente de uma criança muda de rumo e interesse ehehe.

Depois de pagar as 2 noites (como ficámos apenas uma noite já na época alta tivémos que pagar 2!!) seguimos em direcção à terra das 3 mentiras: Vila Nova de Milfontes (não é Vila, nem Nova nem tem assim tanta fonte!).

O tempo estava cinzento. Tivémos mesmo de vestir uma sweat. Parámos num café para fazermos o costumeiro "refueling" do meio da manhã. Tentei fazer um registo vídeo mas as poucas horas de sono já afectavam o Gugas que estava com uma alta birra.

Enquanto esperava pelo café ajustei o meu novo guiador de touring, o DUMBO da Modolo. Muito porreiro: em segundos fiquei com os punhos mais altos e próximos o que me permite pedalar mais direito, enquanto fiquei com um suporte mais plano para o mapa o que se traduziu numa melhor leitura do mesmo, 5 estrelas.


Tive que ter uma conversa séria com o Gugas e pô-lo na cadeirinha para ele pensar na birra que estava a fazer. Remédio santo: adormeceu mal passámos a ponte sobre o rio Mira, e assim foi até Cavaleiro, a última localidade antes do Cabo Sardão.

O caminho até aqui foi simpático, pois desviei-me da Nacional e fui por estradas secundárias, com pior piso, mas sem trânsito e muito mais silêncio e "cheiros". É uma das coisas que mais aprecio e me marca nas viagens, que é a percepção olfactiva. Lembro-me das viagens em todo-o-terreno que tenho feito em que o cheiro do Anis, do Poejo, do Feno, etc. marcavam o caminho. Por aqui o cheiro era intenso e a "relva". Uma empresa de venda de relva em rolo tem aqui as suas plantações: grandes planícies verdes que exalavam um cheiro fresco muito agradável.

Estava a matutar sobre o percurso que iria efectuar, o local onde iríamos almoçar, a praia que íriamos visitar quando oiço o Gugas a perguntar-me o que é que o Falcão que nos sobrevoava andava à procura!

- "Olha quem cá está" - exclamei. Encetámos uma conversa sobre o falcão e as suas presas e toda a cadeia alimentar associada, até que perguntei ao Gustavo se já estava com vontade de almoçar.

- "Já tenho alguma fominha" - respondeu-me.

Não era tarde nem cedo, estávamos em Cavaleiro, mesmo em frente a uma pequena mercearia e fomos lá comprar algo fresco para beber e acompanhar as sandochas que tínhamos feitas. O Gugas lá me cravou um ovo de chocolate com "Gormitis" e seguimos para o Cabo Sardão para montarmos picnic.

Fizémo-lo mesmo perto da falésia e em cima da Xtracycle. Épico. O Snap-deck serviu de mesa para as sandochas, as batatas, a coca-cola e o ovo do Gormiti. Um saco a servir de recipiente para o lixo preso na traseira da bicla e cadeira de campismo montada: querem melhor??


O Gugas ficou impressionado com a falésia e diz que uma rocha lá no fundo parecia mesmo um dinossauro a tomar banho. Nenhuma foto que tirei do cabo sardão consegue fazer jus à imponência do sítio por isso saquei esta da net.



Aqui o calor apertava e decidimos seguir caminho. A dúvida era se seguíamos em direcção à Zambujeira do mar ou se seguíamos até Odeceixe. A Zambujeira era já ali...então seguímos para Odeceixe.

Pedalei até quase S. Teotónio onde apanhei uma bela subida o que se traduziu numa EXCELENTE descida até S. Miguel. O Gugas reclamava quando andava devagar e por isso não gostava de descidas (o LORD!), mas nas descidas curtia à brava, aliás eu tinha que o refrear pois ele abria os braços, berrava IUUUPII e punha-se a balançar na cadeira pois queria fazer "SURF DE BIXUCLETA".

Eu até dizia-vos a velocidade a que íamos...se tivesse conta-Kms.

O parque de S. Miguel era um bom local de pernoita pois acabamos o dia ainda no Alentejo, a ribeira de Odeceixe que está a 1Km a descer faz fronteira com o Algarve, onde entraremos amanhã logo de manhã!

O Gugas reconheceu o parque mal lá chegámos e ficou radiante com a possibilidade de irmos para a piscina (também não me estava a apetecer ir a pedalar até à praia de Odeceixe e voltar àquela hora). As meninas da recepção engraçaram bastante com o Gugas e este deu-lhes troco (a antítese da birra matinal...o João Pestana é lixado). Lá lhes cravou uma pulseira verde que ainda a mantém (está quase branca).



Montámos campo e fomos para a piscina. Fez lá uns amigos alentejanitos com quem se fartou de brincar (nas escadinhas pois tem bastante respeito à água).



Tomámos um banhinho, fizémos o jantar e enquanto fui lavar a loiça o Gugas estava a espreitar uns meninos que jogavam à bola no outro extremo do parque. Perguntou-me se podia ir brincar com esses meninos - "Claro que podes, mas olha que se calhar eles não falam Português" - repliquei, pois tinham aspecto de estrangeiros. O Gugas não se importou e foi brincar com eles. Esqueci-me de dizer, mas quando chegámos a Melides na primeira noite o Gugas perguntou se as pessoas dali falavam a nossa língua! eheh. O Gugas já viajou para bastantes sítios, mas provavelmente de bicicleta tem uma percepção diferente da deslocação e lhe dê uma sensação de maior distância percorrida! Lá estava ele todo contente a brincar com os meninos numa algazarra de todo o tamanho. A capacidade dos míudos comunicarem é brutal - pensava eu, mas não os putos eram filhos de uma Portuguesa e de um dinamarquês. Um casal muito simpático que viviam na Suíça e como tinham casa em Portugal vinham fazer férias neste parque todos os anos. Tinham uns kayaks e exploravam a barragem de Santa Clara e a ribeira de Odeceixe com os filhos. Tinham-nos visto a descer para o parque em modo "surfing" e como sabemos a conversa é como as cerejas. É das pessoas com mais informação na net sobre a eco-via do Sotavento Algarvio. Ficou de me contactar no futuro para trocarmos mais ideias. Era "gajo" de pegar na bicla e nos filhos e toca a viajar!! eheh

A custo lá consegui levar o Gugas para a tenda e umas boas histórias depois estava a dormir.