quarta-feira, 4 de julho de 2012

Alô de Sousel

Viva.
Cá estamos nós em Sousel, com mais de 200Kms feitos e a moral em cima.
  • No primeiro dia andámos 54 kms. Dormimos perto do Poceirão. Muita areia a dificultar.
  • No segundo dia o Gugas bateu o record e fez mais de 60 kms. Dormimos nos Bombeiros de Coruche.
  • No terceiro dia fomos seguindo o Sorraia até Mora, onde ficámos no parque do Gameiro e tomámos uma banhoca no açude.
  • No quarto dia fizémos a ecovia do Gameiro, que é espectacular até ao Cabeção e subimos até ao Maranhão com 45ºC. Parámos num lavatório público a descansar para chegarmos a Avis cedinho e ficarmos 2 horas nas piscinas municipais.
  • Hoje partimos cedo e fizémos o caminho até Sousel nas calmas, alimentando cavalos pelo caminho ;o)
Estamos na biblioteca a esperar pela hora de partida pois evitamos andar entre as 13h e as 16h. Bombeiros de Estremoz cá vamos nós!

Por este andar contamos estar na quinta-feira a montar campo no parque de campismo de Elvas para curtirmos um Lusiberia na sexta e recebermos quem vem atrás de nós já fresquinhos!

No relax!

sábado, 30 de junho de 2012

Eu consigo...

ehehe, a frustração do Gugas pelo descrédito generalizado do seu empreendimento (que vai arrancar daqui a 6 horas) levou a uma onda de solidariedade por parte da família e alguns amigos. Os avós ofereceram-lhe uma camisola amarela com "eu consigo" escrito nas costas!!


o camisola amarela é o que vai à frente, 
mas é também onde os insectos gostam de pousar!

à pergunta do Gugas sobre o porquê de ninguém acreditar respondo:

- a maior parte deles anda pouco de bicicleta, e 300kms soa-lhes a uma barbaridade e desconhecem a eficácia deste veículo.
- a maior parte também não viaja de bicicleta. A ideia é repartir a distância por muitos dias e horas de viagem. Uma viagem de bicicleta é mais lenta, atenta e suave que de carro.  
- a maior parte vê a viagem  como a chegada ao destino. Para quem viaja de bicicleta é o caminho que mais conta. Vamos ao ritmo do Gugas e em direcção a Badajoz...onde quer que cheguemos, a viagem foi conseguida!

Para além disso, os treinos serviram para quê?


De bicla com os alforges a caminho do picnic da Cenas a Pedal (30kms)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cicloturismo com crianças, é possível?

...e falo de cicloturismo em autonomia, não o cicloturismo muito praticado em Portugal em que consiste em passeios de bicicleta normalmente sem dormida.

Com o nascimento dos filhos é usual que o casal refreie as suas atividades. Afinal é um ser pequenino, com muitas solicitações e fragilidades. E o cicloturismo é uma atividade (não radical) mas que requer planeamento e alguma ginástica mental para enfrentar algumas dificuldades, quanto mais com pequenos. 

Comigo aconteceu o contrário e passo a explicar: dediquei-me às viagens de bicicleta quando era mais novo. Era um meio acessível, rápido e barato de viajar.

Natal de 1994 no Alentejo


Quando comecei a trabalhar veio a mota e as viagens de mota. Com o nascimento do meu primeiro filho comecei a questionar tudo. O Gustavo ajudou-me a chegar à conclusão que por muito que queira não vou poder estar sempre perto para o proteger. Posso sim é ensinar-lhe as melhores ferramentas e expô-lo de uma forma mais controlada a várias situações e esperar com toda a minha força que o rapaz interiorize e ganhe competências para se safar. Isso e ajudar a transformar o mundo em algo melhor para que ele e outros possam usufruir do melhor.

Há 3 anos, tinha o Gugas 4, avançámos numa viagem de Setúbal até Olhão pela costa vicentina, dando um saltinho a ayamonte. Ele ia numa cadeira e eu carregava toda a parafernália para circularmos em autonomia.


Julho de 2009 no Ferry para Tróia

Como correu a aventura? Foi excelente. Obviamente que a presença do Gugas veio alterar por completo a viagem. Para começar tinha sempre por companhia um ser extremamente curioso. Respondi imensas questões, cada uma mais engraçada que a outra e expliquei como funcionava o mundo (sem sequer saber como). Depois havia toda uma preocupação que antes não existia. Ter sede, fome ou cansaço é algo que consigo gerir bem durante as viagens, mas o mesmo já não acontece com uma criança de 4 anos. A caminho de Melides, por exemplo o Gugas pergunta-me quanto tempo demora para chegar ao Algarve.  Ele afinal só queria saber quanto tempo tinha que aguentar até fazer xixi!!!!!!!

Este ano vamos repetir a proeza de uma viagem em autonomia. Mas desta vez o Gugas, já com 7 anos e alguma experiência a pedalar para a escola e alguns passeios de fim-de-semana vai na sua própria bicicleta (com alforges e bolsa de guiador!). A ideia é seguir a ecovia1 do Paulo Guerra dos Santos até Badajoz. Este projeto tem o "rodado de aprovação do roadbook" (inventei agora)! É um projeto que faltava em Portugal (confesso que já tinha pensado em algo parecido, mas o Paulo avançou e bem!) e para o qual penso contribuir, nomeadamente em trilhos de viagem ou passeio em família!

Janeiro 2012 quase a chegar à escola

O estado do espírito do Gugas é indescritível. Quando falamos da viagem ou tratamos de organizar algo relacionado com ela fica contentíssimo e já diz que vão ser os melhores dias da vida dele ;o) (noutro dia queria pesquisar sobre o Lusiberia que é o prémio à chegada a Badajoz).

Toda a gente a quem falamos da viagem acha que é incrível e não conseguem esconder o descrédito que dão à resistência do Gugas. Eu creio que fisicamente ele consegue. A ideia é fazer entre 30 e 50 kms diários (espalhados por várias horas de pedalada calma, em jeito de passeio). A ver se psicologicamente segue o mesmo caminho. Vão seguindo este blog para ver o resultado final. ;o)

Fazer cicloturismo com crianças é possível? Sim, sem dúvida. Faz-se mais devagar, com menos kilómetros, mas com mais atenção ao que nos rodeia e seguindo a curiosidade de quem tem tudo por descobrir...eles. É tudo uma questão de sensibilidade e bom senso.

Vejam o vídeo deste casal, (cycletouring in baby steps) que viaja com o filho de 6 semanas. Espectacular!!









quinta-feira, 21 de junho de 2012

De Ovar a Macau

O Rafael e a Tanya sairam em Agosto de 2010 de Ovar em direcção a Macau...e voltaram por alturas do 13 de Maio.


Fui seguindo a sua viagem no seu site http://www.2numundo.com/ e agora o FugasViagens do Público fez uma peça sobre os mesmos:



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Solidão na estrada...

..ou o contrário!

Uns tourers chineses alimentaram um cão durante o seu percurso e ganharam um amigo para a vida!

Seguiu-os durante 1100 milhas (1760 Kms) desde a província de Sichuan até Lhasa no Tibete. Este percurso passa por 10 montanhas que ultrapassam os 4000m de altitude, o que não demoveu o pequeno San (XIAO SAN em mandarim). No fim foi adotado por um dos ciclistas.

Muito bom. Quando se queixarem da solidão da estrada, liguem-se a quem sente o mesmo! ;o)


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012

Depois de um 2011 fraco no que concerne o touring de bicla para os meus lados, a ver se em 2012 isto muda!
Afinal....ele há malucos para tudo!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Desculpa...

São muitos os que escolhem um mote, uma razão, uma desculpa para partirem e viajarem pelo mundo (de bicla neste caso).

Há quem vá à procura de uma explicação para os relacionamentos:

London to Cape Town: The Bumpy Ride to Love! Trailer from Tom Huntingford on Vimeo.



Quem perdeu o amigo de pedalada e dê boleia a 10 estranhos com deficiência:

Take A Seat Trailer from dominic Gill on Vimeo.



E há quem pedale à procura da refeição perfeita (o meu favorito ehehe): http://www.thehungrycyclist.com/

E qual é a tua desculpa?

My arse belongs to the saddle, and my saddle belongs to the road

Ando a sonhar com uma viagem...



Cycling South America (Going South): From Bogotá to Ushuaia from javier godar on Vimeo.

Vespa

Revisitar o tempo em que uma viagem era uma aventura. Quando não era necessária a potência de uma centena de cavalos para nos levar a qualquer lado, nem ar condicionado para figur ao calor da peninsúla ibérica. Quando as malas de viagem eram de cartão, acontecer uma avaria mecânica era previsto e parar à beira de uma mata para o picnic era quase que obrigatório (até se podiam ver strumpfes na mata ;o). Isso sim era viajar.


Anda y dile a la virgen from Pipo & Astutto on Vimeo.



Já os Russos fazem as coisas de outra maneira....legítimo ;o)



Tour De Crimea 2010 - Teaser from -:- on Vimeo.



Uma pub antiga:




Vespa Spot from Manuel Del Corso on Vimeo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Africa??

EU: "Então Gugas, onde vamos nós passear de bicla este ano?"
GUGAS: "Estás sempre a dizer que me vais levar um dia a África!"
EU: "HUM...Africa.....hummmm"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Além Tagus dia 4




29 dez 1994

Último dia (Bem que podiam ler o primeiro dia de trás para a frente que era mais simples para nós). orierraB o arap aprovÉ ed oiobmoc o somáhnapA. (isto é para não serem preguiçosos) osssaP od orierreT oa éta ocrab O.

Seguimos montados até Linda-a-Velha sob chuva intensa, com o piso escorregadio (que o diga o Rafa), e muito trânsito. Chegámos por volta das... Ups, o meu relógio não é à prova de água, mas chegamos chegámos cedo e encharcados até aos ossos inclusive.

Achámos que sim. Foi YA, devia ser mais. Estamos de parabéns. As bikes Ya, resumindo foi uma actividade espectacular e altamente enriquecedora, pois ficamos a dominar algumas técnicas de ciclo-turismo e o mais importante ficamos com uma ideia positiva sobre o Alentejo, e das suas gentes. E o galo voltou a cantar...

INFO: D.P.: 21 Km
Vel. max.: 33 Km/h

Viagem total
INFO: D.P.total: 191 Km
Vel. media: 22 Km/h

Além Tagus dia 3

28 dez 1994
Acordámos (a sério?) e dirigimo-nos para Évora, com a promessa de voltarmos a Viana.


De caminho visitámos a igreja de Nossa Senhora de Aires, Santa milagreira, onde agradecemos por ainda não termos malhaaaaaaadoooooooo.... Eu e a minha grande boca.


Fomos visitar, alguns Kms à frente uma falha geológica rara, um registo da evolução lenta da crusta terrestre (afinal não é só no Alentejo que as coisas são lentas). Pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, bloqueou, pedalámos, pedalámos, pedalámos, a tecla está embrocada, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, esta cena atrofiou toda, pedalámos, pedalámos, pedalámos, pedalámos, desliga o computador pedalámos, ah, assim está melhor, como estava a tentar dizer nós pedalámos, pedalámos, pedalámos, e finalmente avistámos Évora por um canudo (é mais Braga, mas pronto).



Parámos para almoçar à sombra de um chaparro, e visitámos um hangar no aeródromo de Évora. Andámos de Ultra-leve (groupes) e de avião (idem, idem, aspas, aspas).
Em Évora arranjámos poiso na sede do agrupamento 37 (nosso velho conhecido) onde pudemos tomar um granda banho de água quente em vez do tradicional "atira com o alguidar de água gelada" e o "tenho estalactites no sovaco".



Depois de recompostos fomos dar uma voltinha pelos restaurantes tradicionais do centro de Évora (tascas baratas que a vida tá negra), e fomos dar uma volta na praça do Giraldo. Ainda que estivéssemos com disposição de andar mais 200 Km (no mínimo (eu sei que tu és mais mentiroso e mesmo assim não mentes mais, mas siga)) fomos para o conforto da sede do 37, (um bocado maior que a nossa (só um bocadinho)) chonar.



INFO: D.P.: 40 Km
Vel. max.: 53 Km/h

Além Tagus dia 2

27 dez 1994

Eram 5:00 da madrugada e o galo cantou.
Vocês já conhecem a história toda por isso...eram 10:30 da madrugada e partimos para mais uma aventura dos famosos 5.

Pedalámos para as ruínas de S. Cucufate (estas ainda existiam), que no tempo dos romanos eram termas, agora não passavam de calhaus mal aproveitados. Seguimos para Vila Alva e o seu Castelo Altaneiro que nunca teve, onde recuperámos as forças para empreender o que iria ser o maior desafio físico até então, TCHAM TCHAM TCHAM TCHAAAAAAM (os tambores a rufarem), a subida até Alvito. Cerca de 15 Km com uma inclinação de 8% feitas a uma média de pelo menos 50 cm/h, senão mais rápido.


Pausa para almoço no Alvito, onde nos confrontámos com um gang de Bikers local, denominado DVAGARISEVAIAOLONJI, que nos demonstraram toda a sua categoria em ir ao tapete e os melhorzinhos até conseguiam andar em linha recta. Espantados com a qualidade do show (ainda por cima grátis) desandámos para Viana do Alentejo e o seu castelo altaneiro (que por acaso até existia). Chegamos por volta das 5:00 da tarde e fomos calorosamente recebidos pelos escuteiros locais. Montámos o campo na sede, generosamente oferecida pelo padre daquela paróquia, fomos às compras e depois... MEN JUST WANNA HAVE FUN (Tradução: Os Gaiatos querem é divertir-se).


Fizemos o reconhecimento da vila, fizemos rappel na torre mais alta do castelo, (alguns mais destemidos fizeram-no à australiana), e mais à noitinha fomos fazer uma visita de interesse arqueológico às catacumbas de Viana.
Ainda mais à noitinha jantámos. Ainda, ainda mais à noitinha, fizemos uma joga de UNO (prometemos que só apostámos pevides). Ainda, ainda, ainda mais à noitinha (já parece a história do galo (por falar nisso, aonde é que anda o galo)) tivémos uma conversa tipo "A noite dos mortos vivos" ou "Sexta-feira 13" sobre as actividades destes escuteiros alentejanos.
Ainda, ainda, ainda, ainZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ Ronc fiuu, Ronc fiuu (X montes de vezes) (BIS)


INFO: D.P.: 52 Km
Vel. max.: 51 Km/h

Além Tagus dia 1

26 Dez 1994

Eram 5:00 da madrugada e o galo cantou, e os famosos 5 viraram-se para o outro lado. Eram 5:15 da madrugada e o galo cantou, e os famosos 5 aconchegaram os lençóis. Eram 5:30 da madrugada e o galo cantou, e as mães dos faosos 5 aconchegaram os lençóis. Eram 5:35 da madrugada, o avô de um dos 5 roncou, acordou a avó, que deu uma cabeçada no penico, saiu-lhe a dentadura, que mordeu o gato, que arranhou o tio, que chumbou a tia, que com os berros acordou a prima, que puxou o lençol ao primo, que deu uma estalada no pai, que beliscou a mãe, que... e o galo cantou.



Eram 5:40 da madrugada e o galo não cantou, e os famosos 5 acordaram. Eram 6:00 da madrugada, o Panão que não conseguia mexer os dedos, foi chamar o Gonçalo que tinha ido buscar o avião ao aeródromo. Encontraram-se com o Rainha que nada tinha e mais tarde com o Rafa, que vinha a todo o "gás", aquecendo a brisa gelada da manhã, ,La La La... La La La...(adaptado de "Brisa do Mar"), e o galo cantou. De repente, ofuscados pelo brilho da luz do sol das 6:15:03 da manhã, reflectida nuns óculos da Raibã, avistaram um gaiato a pedalar numa Marin do Continente (PUB). E o Grilo cantou. Os Xinco Fininho (adaptado de Rui Veloso) abalaram a bem dizer e o galo cantou. No Terrêro do Passso enjorcaram, a bem dizer, um cafezinho coooooooom lete (vibrato). Os 5 navegantes, navegavam no lodo espesso, límpido, cristalino e navegável do navegável rio Tagus, até, ao Alentejo (Barrêro).




Seguiram de comboio para Beija, e o galo cantou. Arranjaram as suas "meninas" e montaram-nas de seguida até às ruínas Romanas, que de tão arruinadas que estavam nem se viam. E o galo chumbou e a gala cantou. De volta a Beija, visitámos o pelourinho, a estátua da rainha D. Leonor, o castelo e a Sé.. Basámos para RABOba (Cuba), onde foi feito um inquérito gastronómico à população local. Ups, o galo basou.

Falámos com o pessoal do 755 de Cuba e mais tarde com o 889 de Neves, agrupamentos muito "activos", a bem dizer. Abalámos para Vila de Frades, onde visitámos um relógio romano de 1890, segundo um guia turístico bem atestado de Trotil, o bagaço que é uma bomba (PUB). Rumámos a OLHEIdigueira (Vidigueira) e visitámos a estátua de Vasco da Gama, e passámos, o resto do dia e noite à procura da "Pensão" da Lena que tinha acessos chumbados como tudo. Mas nada melhor do que um jantar quentinho e chonar ao lado da lareira.



INFO: D.P. (distancia percorrida): 78 Km
Vel. max. (velocidade máxima adquirida): 46 Km/h

Além Tagus 1994

Tirado do fundo do baú, o relato e umas fotos em papel da minha primeira viagem de bicicleta (pelo menos digna desse nome).

Foi em 1994, um projecto da eq. Fernão Magalhães do clã 45, a saber eu, o Rafa, o Mike, o Panão e o Grilo que pegaram numas biclas e numas mochilas e lançaram-se Além-Tagus fora. O Paulo e o Brragança ficaram por casa. Foi de Inverno, dois dias após o Natal e a aventura durou 3 ou 4 dias.

O percurso foi mais ou menos este:


Ver Além-Tagus 1994 num mapa maior