Era uma aventura do pistoleiro mais rápido do Oeste nas terras longíquas do Klondike!
Fiquei curioso e fui explorar dados sobre esta terra inóspita!
DEVE SER BRUTAL DE CRUZAR DE MOTA!!! nham
Estou pronto a partir, só falta mesmo pôr o corpo onde já se encontra a imaginação, que, essa, fez-se à estrada sem esperar!






Andámos pouco pois após os primeiros paralelepípedos, as bugingangas do Jorge já vacilavam!



A meio do percurso virámos em direcção ao mar e fomos ter à praia de Afife a norte do farol Montedor.


A primeira paragem foi em Viana do Castelo para almoçar

Se não me engano o Luís despediu-se de nós aqui e encontrámo-nos com o Luís Borges e a sua AT rd07.
Devido ao encerramento por motivo de obras da ponte Eiffel (o Quim teve de ver com os próprios olhos eheh) tivémos que atravessar o Lima pela AE.

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Dia 1:
Dia 2 de Junho. Após o sucesso da primeira edição desta expedição NOMAD, estranhei o facto de pouca gente se "habilitar" a fazê-la na totalidade! Falta de férias para uns, outros projectos para outros, mas a verdade é que para os primeiros dias os inscritos não abundavam! Pena!
Como na anterior edição o Sábado era reservado à viagem até ao ponto de início da viagem, neste caso até à Foz do Minho, em Caminha!
Uma expedição destas, em que passamos vários dias a fazer TT e em autonomia, obriga-nos a uma preparação extra, que diferem do tradicional passeio e até mesmo da minha incursão a África em que tinha carro de apoio!
Com algumas lições apreendidas com a experiência, pois - "As boas decisões vêm da experiência, e a experiência vem das más decisões" - associadas a dicas de amigos e outras pesquisas, lá me preparei.
Desta vez obriguei-me a ter comigo no mínimo 2 litros de água ao chegar a acampamento! O maior erro que fiz na primeira edição e que me custou um princípio de desidratação!
Levei malas laterais rígidas, as Gobi, em oposição dos alforges de bicicleta que espatifei na primeira edição :os , e na mesma um saco impermeável no rack! Os racks laterais, apesar de não serem feitos para TT aguentaram a bronca, dobrando ligeiramente nos suportes mais baixos, algo que vou tentar remediar.
O facto de ter a "carapaça" de TT e casaco melhorou sobremaneira a segurança, pois com o calor insuportável escusava de andar mal-equipado ou a transpirar que nem um animal.
Levei ferramenta repartida pela mota, colocando as mais necessárias mais "à mão". Levei um pequeno compressor do chinês que valeu a pena.
Em matéria de campismo, tenho equipamento cada vez mais liliputiano e de melhor qualidade. Apostei na tenda-maravilha, que ganha cada vez mais pontos quanto maior o cansaço diário. A montagem automática e a auto-portantibilidade (?) vale ouro!
Outro pequeno mas valoroso acrescento de material foi o pequeno banco de campismo do decathlon! Para quem apregoa só aguentar 30 Kilos na etiqueta portou-se às mil maravilhas, aguentou comigo e com outros gordões (nunca ao mesmo tempo ahn... ;o) ) e está aí para contar a história!
Tudo o resto foram pequenos detalhes, que acrescentarei na historia a seu tempo.
Arrumei o material de véspera e na manhã de Sábado ultimei alguns pormenores.
Ainda a recuperar de uma gripalhada, fui aviar-me na farmácia de anti-gripal. A caminho da mesma apercebi-me que não tinha feito algo que me tinha proposto: Arranjar a "carapaça" de modo a que a protecção da "peitaça" não subisse e se alojasse no meu pescoço, perturbando irritantemente a condução!
Fui a correr até a uma retrosaria onde me venderam 4 "crocodilos" de suspensório bastante fortes e meio metro de uma fita resistente. Fui ter com a minha tia que me cozeu uns "mini-suspensórios" que para além de práticos fizeram furor!! ;o)
Adiante. Liguei ao Jorge a perguntar se me queria aturar na viagem até ao Minho. Tudo bem, mas só conseguia estar despachado lá para as 15h. No problemo, almoçaria com a Cristina para a despedida e ia no "stones" até Leiria, e assim o fiz.
Cheguei em cima da hora à bomba de Gasolina combinada. Montei a minha câmara "on-board" que consistia na camara digital do Lidl colocada por cima do reservatório de óleo do travão dianteiro, com um sinobloco feito de resto de matelá de campismo e preso por uma fita de plástico. Maravilha! Fui com a fézada que funcionaria pois o visor tinha deixado de bombar no Lousã-Estrela!
Coincidências das coincidências, chegou à mesma bomba de gasolina o Afonso, que tinha acabado de chegar dos States com uma Oregon Cientific toda XPTO para o Jorge! Ficámos prái uma hora à conversa, enquanto o Jorge prendia as bugigangas dele à Ténéré!
Quando chegou vinha altamente transtornado por me ter deixado ali à espera e prometeu-me que me pagava o jantar!!! (Mal sabia ele! ehehe)
Despedidas feitas e seguimos caminho pela nacional, AE, vias rápidas e nacional uma vez mais.
Chegámos a Caminha e prócuramos o pq de campismo da Orbitur, onde estavam apenas o Quim e a Rosalina. Contaram-nos que o Tiago vinha lá ter de manhã assim como o pessoal do Porto. Eles tinham conseguido boleia de um amigo de um fórum de Moto4 - o Lino - e estavam por ali desde a hora do almoço. O Quim não parava de falar dos trilhos Minhotos, da quantidade de pedra que íamos apanhar, e que numa voltinha nos arredores já tinha recorrido ao guincho para conseguir desatascar o MEGA-ULTRA-PODEROSO-MOTO4 !
Montámos campo e fomos procurar um restaurante, pois o Quim e a Rosalina ainda estavam cheios do almoço!
Os restaurantes apontados pelo Quim estavam fechados e arrisquei perguntar a um local onde se comia bem e barato na região! Eu nem reparei mas o Jorge diz que o local foi escolhido a dedo pois era um pintarolas, do género Tom Jones de Caminha que mais parecia ter parado no tempo pois usava vestimenta dos 70!
Sinceramente foi o primeiro que me apareceu à frente!
Lá nos recomendou o "MICHELL" em "Seixas", a 2 ou 3 km de Caminha, depois de atravessar a ponte!
Lá fomos e rapidamente demos com o MICHELL!
O restaurante estava na frente ribeirinha de Seixas. Zona arranjada toda em granito, bonito. Estava a compor-se. Até lermos o que estava escrito no toldo: " PIZZARIA MICHELL"
Então um gajo pergunta no MINHO por um restaurante bom e barato e mandam-nos para uma pizzaria! Onde é que isto já vai!
Pelo avançado da hora fomos espreitar...e entrámos num local que mais parecia uma tasca e fomos recebidos por um pequenote de cabelo oxigenado que estava por detrás do balcão e só gritava "Buona sera....de onde san?" (um misto de italiano com português...muito estranho)
Dissémos várias vezes que eramos portugueses, nas esperança que o pequenote deixasse de inventar um dialecto. Mas o homem, que descobrimos ser o MICHEL, falava mesmo assim.
Perguntámos se tinha algo mais para além de pizzas......
Michell - "tenho de tudo, pizzas, massas, bifes, tudo!"
Jorge - "E peixe? com o rio mesmo aqui ao lado deve ter peixe nao?"
Michell - "Peixe? Mas está doente?"
Já revirávamos os olhos, mas decidimos entrar na sala de jantar, onde fomos recebidos pela companheira do michell....que merecia uma descrição detalhada mas que agora não me apetece!!
Para não me alongar mais, posso dizer que acabámos por escolher o bife da casa que era o único que não levava um molho com natas! AH e tinha "obo". Pedimos os bifes mal passados e tal.
Em conversa o Jorge dizia estranhar não ouvir muitas asneiras, o que é apanágio da mulher minhota. Devia de ter estado calado pois parece que alguém tinha ligado o botão à mulher!
Lá vieram os bifes, sem "obo", ela reparou na nossa cara de espanto e perguntou se queriamos "obo" ao qual respondemos afirmativamente, recebendo rapidamente uma contra-resposta do género: "NUM HÁ" !
Adiante. O bife afinal estava mal passado demais, e o Jorge pediu para passar um pouco mais, coisa do qual se arrependeu pois recebeu a mesma resposta, tanto da senhora MICHELLA como da cozinheira brasileira -"ó porra, não pediu mal-passado?", depois lá apareceram 2 "obos caseirinhos" e um vinho verde fraquito. Depois começou a haver barulho, que passou a muito barulho e às tantas parecia porrada do lado da tasca onde estava o MICHELL (separada da sala de jantar por uma porta estilo "saloon"). O Jorge ainda se meteu com a MICHELLA e perguntou se aquele "movimento" era normal, e ficámos a saber que era o namorado da cozinheira que estava a fazer uma cena de ciúmes e que o MICHELL o queria correr dali para fora. Mas a D. MICHELLA preocupada com o bem-estar dos clientes ainda foi acalmar os animos gritando a altos pulmões (o q vale é q a porta à la saloon é perfeita em termos acustícos.......NOT) todas as asneiras possíveis e imagináveis, e desabafando que estava muito envergonhada de nos servir nestas condições. Lá despachámos as nossas mousses caseiras de pacote e pagámos um balúrdio, só para podermos sair antes que a G.N.R. nos obrigasse a ficar ali dentro para interrogatório!
Acho que o MICHELL está no guia da MICHELLin! eheheheh
Granda aventura......chiça......vamos para o Orbitur antes que isto piore!
Quando chegámos já lá estava o Paulo que ia seguir connosco no dia seguinte.
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Carlos em Marrocos na companhia de Paulo Mafra
autores do livro "Viajar de moto, Destino Europa"
Como combinado encontrámo-nos com outra comitiva numa rotunda de Coimbra...mas com 2 horas de atraso!!
À tarde seguiram-se os trilhos da Aguieira a percorrer os vários braços da bacia hidrográfica causada por esta barragem. Subidas de declive respeitoso, recheadas de calhau solto típico de zonas de eucalipto fizeram as delícias da tarde! De tempos em tempos apanhávamos troncos soltos e muita folha....prego a fundo, para não ficar lá preso!
O troço Sta Comba Dão - Folgosinho fica para a próxima! :-(
Em folgosinho, jantámos no mais que conhecido "Albertino" que serve 5 pratos consecutivos, a saber Arroz de cabidela de coelho, feijoada de Lebre, cabrito assado, Leitão (falta-me um!!), depois de uns enchidos como entrada e seguidos de leite-creme, arroz-doce e requeijão com doce de abóbora. Tudo regado com branco ou tinto e até joi ;-) .
No fim pagas 11,5€ e ainda te oferecem um cafézinho e uma aguardente de medronho para o caminho! BRUTAL!
Encontrámos a "Rosa Brava" e o irmão....vedetas da reportagem da SIC!
...e sem bailarinas Russas ;-)
Após testar a tenda maravilha 1 second, estavamos prontos para subir a serra da Estrela até à nascente do Mondego!
Quer dizer....primeiro havia que ir a Gouveia atestar e tomar o pequeno-almoço....e tal... começamos a andar bastante tarde!! O único problema é que tinha horas para chegar! Afinal era o dia da mãe!
A partir deste ponto, deixei-me de me preocupar com as fotos.....a paisagem era deslumbrante, os trilhos porreiros, um grande sol brilhava mas havia uma brisa fresca a lembrar-nos que estávamos bem alto!
ah...e depois de fazer o filme, deixei cair a máquina, que depois de pisada por uma mota nunca mais foi a mesma :-(
Ainda deu para recuperar as fotos, mas não se vê nada no display!
É da maneira que deixei de tirar fotos (até parece que tinha tirado muitas!) e apreciei ao máximo a condução e a paisagem!

A nascente é conhecida como o Mondeguinho.

Ao chegar ao mondeguinho, foi altura de despedidas. Separei-me do grupo e desci até à covilhã via manteigas e o vale glaciar. (MUITO BOM....CURVAS E CURVAS sem ninguém).
Na cidade dos laníficios, atestei comi uma bucha e comecei a àrdua tarefa de rodar em velocidade de cruzeiro de 120 a 130 km/h com malas laterais pela A23 e A1 até casa.
Rodei cerca de 900km, a AT consumiu ao todo 53,72 litros, o que dá uma média de 5,96 l/100km.
(com quase 500 km de AE e malas laterais estou surpreso)
Muito obrigado pela oportunidade de ter feito este passeio com todos os presentes!
Bons amigos por maus caminhos!
