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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pedalar devagar 2

Fiz há uns tempos uma review sobre o livro Pedalar devagar, que relatava uma viagem espectacular de 4 anos da Valérie e do João Fonseca pela Ásia.

Coincidências das coincidências um amigo cruzou-se com eles no seu caminho para uma nova aventura: Pedalar devagar II e conseguiu com que nos sentássemos a conversar no parque das nações em pleno dia da mobilidade. 

A imagem de marca da aventura "Pedalar devagar II"

Era um dia confuso, com montes de atividades a acontecer ao mesmo tempo, mas ainda deu para falarmos um pouco de viagens, especialmente com crianças. O Sinai e o Yacha vão passar 12 a 14 meses a viajar com os pais e vão ter uma aprendizagem brutal aos 8 e 10 anos! Viajar do Rio de Janeiro até ao México de bicicleta é algo que "enriquece" qualquer currículum ;)

Pensávamos que íamos estar mais tempo com eles, mas tinham coisas marcadas. Afinal no dia seguinte tinham que estar no aeroporto bem cedo e ainda havia despedidas a fazer. 

Deu para conversarmos alguma coisa, o João ainda experimentou a xtra e agora vamos todos viajar com eles, contando que façam o update regular do blog ;)


Grande montagem! 

O João gostou da xtra!

Tinha que lhes pedir um autógrafo ;)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Um dia na vida nómada...

O levantar campo, comer na estrada, explorar novos caminhos, encontrar um canto para montar a tenda outra vez, cozinhar e pernoitar sob mil estrelas....é o dia-a-dia de um nómada.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cool

E quando encontras um email antigo por ler e é um post de alguém que te encontrou na estrada há quase um ano e escreveu algo sobre ti 
(e o teu filho)? 

Priceless


O post aqui

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

3 noites pelo Alentejo

Uma voltinha para não deixar enferrujar as pernas...3 noites em hotéis de 1000 estrelas, muita melga, atalhos do "demo", mexilhões em molho de ostras e baguettes a 3€. 

Vista panorâmica de dentro da tenda algures nas dunas da comporta

Havia tanto para dizer....

O Pixie tb queria ir

A atravessar o Tejo

Mercado de Setúbal

Ai Faralhão, faralhão...

Á sombra do chaparro

A água parecia sopa

É por aqui o atalho...

Bom treino para o "rípio" da Via Pan-americana

Montemor-o-novo

Levantar campo no dia seguinte

eco-camping

Voltámos a Montemor

Para apanhar a ecopista

O tio a descansar

e a pedalar

Camarão do sado lá ao fundo

ponte engraçada

Vista privilegiada

Foto da praxe

Cockpit / secador de roupa

Comporta beach

As melgas eram tantas que tivémos que nos abrigar na tenda

Cada um na sua hein!

Selfie

A caminho do Ferry

Que custa 1 baguete!

Setúbal em crochet

Tróia ao longe

e choque frite ao pé

A caminho de casa...castelo de Palmela ao fundo.



sexta-feira, 4 de julho de 2014

Highland Trail Race 550

Eis o vídeo excelente feito por Ian Barrigton na Highland Trail race deste ano. São 880Kms de trilhos pelas terras altas escocesas em autonomia (bikepacking). Podem ler o relato do imenso desafio físico e especialmente psicológico aqui (sem dormir como deve ser eu não aguentaria 2 dias).



Highland Trail 550 from Ian Barrington on Vimeo.

terça-feira, 20 de maio de 2014

RTW - 'round the world

Hoje é o dia da partida do Hernani

No perfil de FB da "Alma Lusa - pelo mundo fora", 
o nome do seu projeto está por lá esta foto da partida em Guimarães.

Pronto para partir...

O Hernani passou pelo "choque" de largar tudo, comprimir a sua vida numa bicicleta com alforges. A sensação de pânico que esmaga de dentro para fora. A saída da zona de conforto para o desconhecido! Um ataque de ansiedade pelo que o espera!

É o BANG da libertação, O GRITO DO IPIRANGA!

Sair do estrado que pensamos ser a nossa vida, para um mar de incertezas

Estou com uma inveja (positiva) dele, do seu projeto, da sua viagem. 
Desejo-lhe tudo de bom, que tenha a melhor experiência de vida (que será concerteza).


Um exemplo de outro que largou tudo para dar a volta ao mundo de bicicleta:



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pedalar devagar

..é o nome de um livro que tinha emprestado a uns amigos há tempos. 
Numa recente visita trouxe-o para casa e estou a rele-lo!

A capa

É a história de um casal luso-suíço que se propõe a viajar pela Ásia durante 4 anos de bicicleta!! A narrativa vai alternando: 1 capítulo é narrado pela Valérie, outro pelo João, mas sempre com sequência temporal e espacial. Original no mínimo. 

O que dizer deste livro: confesso que podiam ser mais cuidadosos com o detalhe. Por vezes parece estarmos a ler um telegrama, mas a aventura é tão espectacular, tão imensa, tão TÃO, que se perdoa. Desde o desviador que se parte no meio da terra de ninguém, ao frio que apanham no norte da China, ao percurso pela estrada proibida até ao Nepal, ao desencontro causado por um desentendimento até à mudança de câmara de ar na rua com direito a plateia, o atravessar a Rússia com apenas um visto para S. Petersburgo, desmascararem um "mexilhão" de câmara fotográfica na Índia, isto tudo é imperdível. (Mais uma razão para a minha crítica...com mais detalhe e enquadramento mais tempo ficaria imerso na aventura).

O João e a Valérie apostam no "old is cool", em usar material simples e prático, menos susceptível a causar impacto e vão-se safando com muita interação com os locais, vivendo ao máximo o que uma viagem tem a oferecer. 

Outro "must" para as leituras de viagem!


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Dormir numa tenda suspensa!!

Dormir bem sempre foi um problema para mim. Em miúdo era dos poucos que não dormiam a sesta, tenho com alguma frequência insónias e fico derreadíssimo se durmo mal! Isto concerteza que não vos interessa, mas interessa para o assunto que vou explorar: o dormir no mato!

Ora se não costumo dormir bem, e fico derreado qdo isso acontece, é uma aposta pessoal descobrir a melhor forma de o fazer em viagem.

Em cicloturismo em autonomia com o Gugas aposto numa tenda pop-up ou instantânea como a chamam no site da Decathlon. Acho que para o preço é extremamente bem construída (comprei das primeiras versões e custou-me cerca de 25€) e o trabalho que poupo em montar a tenda vale o volume extra. 

A tenda pop-up num parque de campismo

Fechada na bicla, como é uma xtracycle dá na boa.

Ora esta opção não o é para muitos...quem usa uma bicla normal não tem grande possibilidade de transportar este volume todo. Antes de ter a xtracycle e também para caminhadas em autonomia eu uso uma Lichfield para 2 com zona de arrumos. Não a encontro na net, mas é o equivalente a esta.

É relativamente leve, um pouco volumosa mas nada de especial, mas é um pouco morosa a montar pois obriga a que se enfie as hastes em tubos de tecido. Pesa cerca de 3 Kgs, o mesmo que a pop-up.

A Lichfield é a tenda azul atrás do Hernani. 
A verdinha era leve e pequena...mas metia água!


As mais recentes já não são tão chatas de montar, e há tendas ultralight muito fixes. (e para todos os preços). 

Atenção!! Faço cicloturismo com o Gugas, normalmente com bom tempo...ao optar por uma tenda que dê para todo o ano há que puxar um pouco mais a bitola. Aí vale a pena apostar numa tenda melhor.


Agora para o bikepacking, em que o peso e volume conta sobremaneira decidi apostar por algo que venho a piscar o olho faz tempo: o Hammock, ou cama suspensa!

Não falo daquelas camas de rede brasileiras que usamos para dormir a sesta, mas sim camas suspensas feitas de material semelhante ao das tendas, complementado por outro tecido que cubra a cama.

O teste do algodão.

A cama suspensa é utilizada praticamente em todo o mundo especialmente por tribos, e os norte-americanos são grandes adeptos destas versões mais sofisticadas e apetrechadas. Como tudo, há-os em todos os formatos e feitios, e preços claro está.

A primeira grande vantagem está na ausência de ferros ou estacas, o que significa menos peso. 

Os 2 sacos verdes são respectivamente 
a cama suspensa (hammock) e o duplo tecto (tarp)


E este hammock que estou a testar é bem grande, e o que dizer do duplo tecto! (4x4m). Comprando um hammock mais pequeno e leve, e substituindo o duplo tecto por um mais pequeno ou mesmo um bom poncho (que duplica como impermeável) fica tudo mais leve e compacto.  A DD (marca inglesa que testei, pois um amigo meu é representante da marca tem um conjunto de hammock, duplo tecto e rede mosquiteira ultralight...é um mimo para caminhadas e bikepacking.

A primeira grande desvantagem está na necessidade de 2 pontos de apoio. Se bem que há versões que se podem montar como tenda, e até quem arranje forma de arranjar um segundo ponto de apoio caso este não exista.

Sem árvore? Sem problema!

No fundo, esta desvantagem só vai permitir que o McGyver que está adormecido dentro de vós saia cá para fora!

Depois vem o conforto/frio:

Numa tenda, o fundo está em contacto com o chão. Para além da preocupação extra de procurar um local seco, com poucas pedras, sem picos e afins, há que prever a transferência de frio e humidade do chão para o interior da tenda. Ora, é por causa disso que se usam os colchões ou "matelás" (ups...não é só para não ficar com as costas todas partidas!!!). Os matelás não são conhecidos por serem pequenos ou pouco volumosos, um problema no que concerne o transporte nas costas ou bicicleta. E como o melhor isolante é o ar, os colhões insufláveis (e auto-insufláveis) são os melhores...tb são os mais volumosos, pesados e caros. A thermarest tem o NeoAir que parece ser o suprasumo dos matelas...mas ainda é caro.


Divirtam-se enquanto aprendem com o 
"Happy camper" sobre conforto em campo.


Já a tenda suspensa não tem este problema de condução de frio do solo, visto não estar em contacto com o mesmo, MAS...o ar que circula por baixo de nós também é frio e arrefece mesmo. A solução? Montar o hammock bem perto do chão mas sem tocar nele é uma das soluções, apesar de não ser prático para entrar e sair!! A outra é colocar um matelá fino por baixo de nós. Eu usei um refletor dos que se põem no pára-brisas dos carros para reflectir o sol...leve e este foi grátis. O melhor é que funcionou na perfeição!

O reflector para colocar nos pára-brisas


 Colocado no fundo duplo do hammock

Em situações extremas, quem acampa com tendas suspensas costuma ou colocar o saco-cama a cobrir homem/tenda ou usam um underquilt (sub-saia??), ou seja um mini saco-cama que retêm o ar quente perto da cama suspensa.

Agora que já não temos frio numa tenda suspensa falta a questão do conforto das costas!!! 

A cama de rede para dormir a sesta é do melhor, mas quando se dorme uma noite inteira, há a probabilidade de ficar com os pés dormentes, as costas partidas e os ombros doridos!! Mas isso acontece quando somos AMADORES. 

Os profissionais do "hammocking" explicam-nos como dormir num sem ficar todo partido.


4 dicas para passar uma bela noite numa tenda suspensa.


A montagem do hammock faz diferença, o facto de dormir na diagonal, a altura dos pés, etc., tudo tem influência. Eu experimentei dormir desta forma e passei uma bela noite. Mas não há nada como experimentar...há quem não consiga pura e simplesmente dormir num hammock!

O que me pareceu mais difícil em relação a uma tenda é a cena de taparmos e destaparmos o saco-cama. E a coisa não melhorava se eu fosse daqueles que se levantam para fazer xixi!! Se calhar um saco-cama com fecho à frente e com a parte dos pés impermeável não fosse má ideia!

Para saber mais sobre hammocks aconselho o "the ultimate hang", uma verdadeira bíblia sobre tendas suspensas e ainda por cima com excelentes desenhos.

A DD hammocks é representada em Portugal pela Loja do Mato, falem com o Luís que serão bem atendidos (não tenho comissão).

Eu usei o DD frontline que pesa cerca de 1Kg, mas possivelmente vou apostar num Scout ou no camping para mim! Gostei e recomendo. Em campismo com família e até em casa uso-o para dormir a sesta ;o) 



terça-feira, 6 de maio de 2014

Mais trilhos...outro S24O

Mais um feriado, mais uns trilhos à volta de Lx!

Algumas melhorias no setup...mas ainda há coisas a melhorar!

Isto meus senhores é o paraíso do turismo de bicicleta...

Grande molhada!

Parece um tapete...

Olhó comboio (de mercadorias)!

Macadame alentejanado.

Não se acanhem...um cemitério aberto é uma boa fonte de água fresquinha!

Já no trilho, uma antiga linha de comboio apanhei um engarrafamento!


Uma floresta de pilares!! A passar por baixo da AE!

Trilhos largos aqui...

Algumas paragens para hidratar...o calor já apertava!

 A certa altura, a linha de comboio estava inundada!

E noutras zonas completamente invadidas de silvas.

Outra paragem à sombra...já estava quase desidratado.

Mas proteína não faltava! ehehe

Saí do trilho do comboio e fui hidratar-me na tasca do xôr Manel, 
um entusiasta da bicicleta. 
(que só liga a luz traseira qdo ouve um carro a aproximar-se, não digam a ninguém)

Subindo uma pequena serra somos surpreendidos com uns belos trilhos.


Que vão ficando cada vez mais fechados até ficarem um singletrack rapídíssimo.

Uma oliveira milenar à nossa espera.

Já no vale

idem

Com a cama de rede montada para a noite

O pôr-do-sol

Toca a fazer o jantar

Entrada: sardinhas au tomate
Prato principal: couscous com linguíça acompanhados com vinho local
Sobremesa: passas de uva e café

CHONAR!

De manhã!


Levantar arraiais

A quem adivinhar o que são aquelas coisas castanhas do lado esquerdo pago uma jola!

Mais trilhos... 

por entre vinhas

Paragem técnica para fruta

Terra de cavaleiros e amazonas

A preparar as ruas para alguma garraiada!

Já em Lx, parei no velocité para beber um café....
até tive vergonha de entrar mais com a bicla, tal a camada de lama!